O Governo, afinal, governa

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1. O Governo está na rua a dizer que anda há “dois anos a trabalhar pelo teu futuro” e não é de estranhar que no embrulho esteja a arenga do primeiro-ministro, que diz “não perder mesmo tempo com dilemas ideológicos”. Com a ideologia, o programa e a doutrina assim afastados, só uma promessa feita piedade e fé podem evitar que o Governo deixe de ser um ente invertebrado e se transforme numa anémona. Tudo na sua intervenção no Porto parecia caber ora na categoria do sermão, ora na cartilha da propaganda do paternalismo conservador. “Nós estamos a cuidar da família portuguesa. Nós estamos a cuidar dos pais, dos avós e dos netos”, disse. Felizmente, nesse seu discurso apareceu um vislumbre de governação sem a inspiração do catecismo moralista: Montenegro citou a que é, talvez, a sua grande reforma: uma nova Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas (LOPTC).

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