Na semana passada, de visita a Bruxelas para participar no encontro anual da “EU Trade Champions” – uma iniciativa promovida pela Comissão Europeia para discutir e difundir a política comercial da União – tive oportunidade de medir o pulso ao debate, não apenas ao nível da Comissão, mas também ao nível dos diferentes Estados-membros. A impressão geral foi satisfatória, mas não sem reservas. Por um lado, nota-se uma grande vontade de estabelecer novos acordos de livre comércio, desde logo aqueles que estão mais frescos e acabadinhos de negociar — Mercosul, Índia e México —, bem como a determinação de os assinar de uma vez por todas e pô-los integralmente em prática. Mas, por outro, observa-se também uma associação entre comércio internacional e segurança económica que não é de todo linear e que poderá vir a levantar problemas, sobretudo, na relação com a China.
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