O PSG vai à final da Champions porque também sabe defender

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O PSG vai defender o seu título europeu em Budapeste, depois de eliminar o Bayern Munique, com um empate no Allianz Arena (1-1). Após a grande loucura que aconteceu em Paris (5-4), o que se viu foi um jogo mais severo, menos estridente, em que Luis Enrique, treinador dos parisienses, ganhou a batalha táctica e estratégica a Vincent Kompany. Para além das qualidades ofensivas amplamente reconhecidas, o PSG também sabe dar espectáculo a defender e foi por isso que conquistou o acesso à final, para defender o seu título conquistado na época passada frente ao Inter de Milão. O adversário, desta vez, será o Arsenal.

Este era um jogo de expectativas impossíveis. Como dar seguimento a nove golos, uma reviravolta, uma potencial goleada que se transformou numa vantagem mínima? Talvez com 20 golos, dez reviravoltas, um empate no final do prolongamento e desempate por penáltis até altas horas da madrugada. Foi neste patamar que Bayern e PSG deixaram esta meia-final que merecia ser uma final, o embate de duas equipas virtuosas que praticam um futebol que as pessoas querem ver. E o mundo queria muito ver este jogo.

E pouco mais de dois minutos tinham passado desde o apito inicial de João Pinheiro quando a bola já estava dentro de uma das balizas. Bola ganha no meio-campo e distribuída para a esquerda para Kvaratshkelia. O georgiano arrancou com a bola colada ao pé, deixou Upamecano para trás e fez o cruzamento perfeito para o Bola de Ouro Ousmane Dembélé fazer o 1-0 para o PSG. Entrada incrível dos parisienses e, para quem não tinha um cavalo nesta corrida, um início de jogo a cumprir a expectativas de um espectáculo igual ou superior ao primeiro.

Para o Bayern, que tem passado a época a golear toda a gente, a diferença entre recuperar um ou dois golos não seria gigante. Quem tem Kane, Diaz, Musiala e Olise a jogar no ataque, não pode esperar outra coisa. Só que o jogo revelou outras facetas de Bayern e PSG que não tinham sido evidentes. Que os bávaros também se engasgam a atacar e que os parisenses também sabem dar espectáculo a defender. O que a equipa de Luis Enrique fez não foi entrincheirar-se na sua área, antes mostrar um compromisso colectivo em defender. Dos “operários” da defesa, aos “burgueses” do ataque, todos contribuiriam e cumpriram.

O Bayern bem tentou responder depressa e, aos 14’, esteve perto do empate. Na pequena área, Musiala não chegou a rematar porque Nuno Mendes não deixou. E, aos 27’, foi Olise a agitar as águas pela direita, ultrapassando Nuno Mendes antes de um remate com o pé esquerdo que saiu por cima da baliza de Safanov. Mas era pouco para o que o Bayern precisava no jogo. Havia pouca presença dos bávaros perto da área parisiense – a conexão ibérica do meio campo, com o espanhol Ruiz e os portugueses Vitinha e Neves, ditava a sua lei.

Foi até o PSG quem esteve mais perto de voltar a marcar. Aos 33’, depois de um livre muito bem marcado, João Neves surgiu isolado junto ao segundo poste e fez uso do seu bom jogo de cabeça, mas Neuer, que já anda nestas coisas há muito tempo, fez uma enorme defesa. Na resposta, num raro momento de desconcentração defensiva do PSG, Musiala investiu pelo meio e, com espaço, atirou por cima.

Chegava-se ao intervalo e o PSG estava firmemente no comando do acesso à final. Enrique, o veterano que já ganhou muita coisa, estava, para usar uma expressão utilizada por um treinador português, a “comer de cebolada” o ainda relativamente novato Vincent Kompany. O Bayern estava bloqueado e não conseguia desenvolver, mas tinha de arriscar.

A segunda parte foi mais do mesmo. O PSG fechou a sua baliza, o Bayern foi ineficaz. O risco bávaro foi sendo cada vez maior e Neuer, com uma série de grandes defesas, foi mantendo os estragos no mínimo. Quando o jogo entrou na compensação, quando já não parecia que ia acontecer grande coisa, eis que Alphonso Davies conseguiu encontrar uma trajectória para deixar Kane em condições de marca, e o ponta-de-lança britânico fez o resto.

Empate e mais alguns minutos para jogar, tempo para mais uma jogada. Mas não chegou a haver último suspiro dos bávaros. O PSG ficou com a final.

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