O que fazer? Terça é dia de reflexões com dança e obras de arte

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Graça Morais: Uma Antologia

OEIRAS Palácio Anjos – Centro de Arte Contemporânea (Algés). De 15/3 a 16/8. Terça a domingo, das 11h às 18h (última entrada às 17h30). 2€

Do desenho à pintura e à fotografia, estão reunidas mais de 170 obras nesta exposição que traça o percurso de mais de cinco décadas da pintora portuguesa Graça Morais (n.1948, Freixiel, Vila Flor). Uma antologia que, referem os comissários António Meireles e Emília Ferreira, se foca nos temas centrais do trabalho da artista: “a relação com a terra e os seus frutos, as mulheres, a caça, a memória do lugar como espaço de cultura e, nas últimas décadas, a atenção dada às metamorfoses do ser humano, enquanto vítima e algoz.”

Father John Misty

PORTO Coliseu Porto Ageas. Dia 2/6, às 20h30. M/6. 40€ a 45€

Em Julho de 2025 a Variety descreveu-o como “um dos maiores letristas da música contemporânea e um dos mais belos melodistas”. Nessa altura, já Joshua Tillman tinha lançado Mahashmashana (2024), o sexto álbum de estúdio no currículo do cantor e compositor norte-americano que, a solo, assina como Father John Misty e que também conhecemos como ex-baterista dos Fleet Foxes. É esse o registo que motiva a passagem por Portugal, onde dá início a uma digressão europeia. A primeira parte do concerto é assegurada por J. Mystery, nome artístico de Tiago Martins, músico natural de Penafiel.

Rundinelle

BRAGANÇA Teatro Municipal de Bragança. Dia 2/6, às 21h. M/6. 6€

Laetitia Marcangeli e Julie Lobato são voz, percussão, sanfona e alaúde no projecto musical que une os cantos de Trás-os-Montes e as monodias da Córsega. No alinhamento feito de “fábulas de montanha, histórias de mulas e bandidos, ternas canções de embalar”, propõem-se a tocar “modos de vida e de pensamento antigos”, homenageando as tradições populares destas regiões.

Sem Terra à Vista

SÃO JOÃO DA MADEIRA Centro de Arte Oliva. De 18/4 a 24/1. Terça a domingo, das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30. 3€

Com 78 artistas contemporâneos representados, entre escultura, instalação, fotografia e práticas conceptuais, a mostra reúne 108 obras da Colecção Norlinda e José Lima alinhadas para tornar este lugar um espaço de “encontro e reflexão, sem evitar o conflito”, palavras da curadora Paula Cabaleiro. Inspirada nos escritos do poeta sérvio-americano Charles Simic em No Land in Sight: Poems, assume “a metáfora da navegação sem horizonte como imagem de uma Humanidade confrontada com instabilidade política, fragilidade democrática, crise climática e desigualdades estruturais”, descreve a folha de sala.

Matmos

LISBOA Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Dia 2/6, às 21h30. 22€

O projecto norte-americano nasceu em meados dos anos 1990 e notabilizou-se não só por assumir a electrónica como instrumento, mas também por a levar a territórios experimentais em que tudo – do corpo às páginas de um livro, passando por insectos e até intervenções cirúrgicas – pode ser encarado como fonte sonora. A arte que a dupla formada por Drew Daniel e Martin Schmidt tem para “samplar” e colar sons de origens diversas volta a afirmar-se nos palcos portugueses. Desta vez, é Metallic Life Review, álbum editado há cerca de um ano e centrado nos sons metálicos que foram recolhendo ao longo de anos, que dá o tom ao encontro.

Borda

LISBOA Culturgest. Dias 2/6 e 3/6. Terça e quarta, às 21h. M/12. 18€

A coreógrafa brasileira Lia Rodrigues apresenta Borda, a sua mais recente criação. Inspirada pelos significados da palavra que lhe serve de título – que tanto dá para falar de “fronteira, margem, limite, barreira” como serve para o “enriquecer, decorar, aprimorar” derivado do verbo bordar ou, em sentido figurado, para “imaginar, fantasiar” –, propõe uma reflexão sobre conceitos de pertença, exclusão, liberdade, alteridade e dominação.

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