A descoberta de que o hantavírus tinha aprendido a ler foi, como tantos progressos no conhecimento, acidental. Em 1937, o bibliotecário-chefe do Vaticano, monsenhor Giulio Mercati, ao reorganizar os manuscritos da secção de Medicina Medieval, deparou-se com uma peculiaridade desconcertante num códice do séc. XIV: as margens dos fólios estavam picotadas com pequenos orifícios circulares, organizados em padrões que pareciam corresponder à pontuação do texto principal. Mercati, homem de formação jesuíta e portanto tão habituado aos enigmas textuais como aos científicos, submeteu as páginas a análise microscópica e concluiu que organismos minúsculos tinham roído o pergaminho seguindo com precisão a estrutura sintáctica da linguagem humana.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com





