Ao dirigir-se aos jovens no seu primeiro discurso do 25 de Abril enquanto Presidente, Seguro disse: “Não venho pedir-vos que amem o 25 de Abril. Não tenho esse direito”, porque “ninguém ama por decreto ou procuração aquilo que não viveu”. A afirmação é perfeitamente razoável quanto a não se poder exigir a ninguém que “ame o 25 de Abril”, menos ainda “por decreto ou procuração”. Pensando bem, ela é válida para tudo na vida. Onde o Presidente claramente se engana, é em achar que a dificuldade em criar laços afetivos com algum acontecimento do passado decorre do facto de não se o ter vivido. Já nem vou recordar aqui as centenas de milhões de pessoas que “amam” narrativas religiosas que nunca viveram; mas lembro o papel que, na formação política, ética, intelectual de outras tantas pessoas, à escala mundial, tem a memória de fenómenos históricos fundadores de novos ciclos históricos, como são as revoluções, associados necessariamente a datas específicas.
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