Papa promove a bispo da Virgínia Ocidental um antigo imigrante irregular nos EUA

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O Papa Leão XIV nomeou esta sexta-feira para uma diocese norte-americana um bispo que já se pronunciou contra as políticas migratórias de Donald Trump e que foi, ele mesmo, imigrante irregular nos Estados Unidos há mais de 30 anos, segundo noticiou o Washington Post.

Evelio Menjivar-Ayala, com 55 anos e natural de El Salvador, de acordo com o jornal britânico The Guardian, entrou nos EUA em 1990 sem documentos, escondido dentro da bagageira de um carro. Foi ordenado sacerdote em 2004, depois de ter estudado em Miami e Roma. Nesta sexta-feira, foi promovido de bispo auxiliar da arquidocese de Washington para bispo de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental.

Como lembra o Washington Post, Menjivar-Ayala assumiu publicamente uma postura crítica da forma como a administração Trump tem abordado o tema da imigração no país. Num artigo de opinião publicado em Abril do ano passado no National Catholic Reporter (NCR), uma página de notícias relacionadas com a religião católica, o novo bispo de Virgínia Ocidental denunciou a “campanha de ameaças agressivas e as operações altamente visíveis e de legalidade questionável” levadas a cabo por parte do Governo norte-americano contra imigrantes.

Em Novembro, poucos meses depois de ser eleito sucessor de Francisco, como noticiou a Lusa, Leão XIV lamentou a forma “extremamente desrespeitosa” como, considerou, alguns imigrantes estavam a ser tratados no país, assim como o facto de ter “havido violência” por parte das autoridades em alguns casos.

Citado pela agência de notícias portuguesa, o Papa afirmou que se deve “procurar maneiras de tratar as pessoas com humanidade, com a dignidade que lhes é devida”.

Nas últimas semanas, Donald Trump também assumiu, por várias vezes, uma postura muito crítica relativamente ao Sumo Pontífice, depois de este último ter condenado a guerra no Irão.

O Presidente norte-americano chegou a considerar Leão XIV “péssimo em política externa” e “fraco em matéria de criminalidade”, numa publicação na Truth Social. O Papa, em declarações à Reuters, explicou que não queria “entrar num debate” com Trump, mas garantiu que continuará a manifestar-se contra a guerra.

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