O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, alertou este domingo que se a “escalada agressiva” dos Estados Unidos da América a nível global não for contrariada, levará a uma “confrontação catastrófica”, numa intervenção na qual se solidarizou com Cuba.
Estes avisos foram deixados por Paulo Raimundo durante uma conferência intitulada “No centenário de Fidel Castro: Cuba, a revolução e o mundo”, que decorreu na Voz do Operário, em Lisboa.
O líder comunista salientou que “as principais dificuldades atravessadas pela economia cubana resultam de um criminoso e ilegal bloqueio imposto pelos EUA”, que se intensificou em Janeiro quando a administração Trump aplicou um bloqueio energético àquele país.
O secretário-geral comunista realçou que “o imperialismo norte-americano procura impedir a entrada de combustíveis em Cuba e vai mais longe”, proclamando “indecentes declarações no sentido de dominar o país”.
“Atitudes que se inserem numa mais vasta escalada agressiva do imperialismo a nível planetário, que a não ser contrariada, conduzirá o mundo a uma confrontação de catastróficas proporções”, alertou o comunista.
Para Raimundo, esta escalada “liderada pelos EUA” procura “desesperadamente responder à decadência da sociedade capitalista norte-americana e ao declínio da influência dos Estados Unidos no plano mundial”, criticando a agressão ao Irão, Líbano, ou o “genocídio do povo palestiniano”, em “aliança com Israel”, bem como a detenção do ex-chefe de Estado venezuelano Nicolás Maduro.
O secretário-geral do PCP apontou ainda o dedo à “cumplicidade dos aliados do G7 e da União Europeia”, avisando que a actual administração norte-americana “está a tentar desmantelar a ordem internacional que resulta da derrota do fascismo, após a 2.ª Guerra Mundial”.
Sobre Cuba, Paulo Raimundo defendeu que manifestar solidariedade para com este país “não é apenas um dever de quem se identifica com os valores e ideias da sua revolução socialista”, mas “um dever de todos aqueles que abraçam os valores da verdade, da liberdade, da justiça, da soberania, da democracia e da paz, porque é isso também que está em causa nos dias de hoje”.
Paulo Raimundo lembrou Fidel Castro como “o mais destacado obreiro da revolução cubana e da sua projecção internacional”, afirmando que o ex-presidente daquele país “deixou um rico e actual legado de reflexões, propostas inspiradoras e guias de acção”.
No início desta semana, Donald Trump afirmou que pensa que o seu Governo poderá concentrar a sua atenção em Cuba assim que resolver a guerra contra o Irão.
Na sexta-feira, o Governo cubano denunciou que a ilha se encontra “sob o cerco permanente do Governo dos Estados Unidos” e da sua “escalada de ameaças”, que incluem “intenções de agressão militar”.
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