Pequeno no tamanho, rápido a jogar: o teclado que quer conquistar os gamers

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Desta vez, o Gadget da Semana é dedicado aos jogadores de PC, que sabem bem a importância de um bom teclado mecânico. E há um novo protagonista neste segmento: o HyperX Origins 2 65. Esta evolução do já conhecido Alloy Origins 65 mantém o formato compacto — ideal para libertar espaço para os movimentos do rato em secretárias mais pequenas —, mas acrescenta argumentos técnicos capazes de seduzir tanto jogadores competitivos como entusiastas da personalização.

A principal novidade está na taxa de actualização até 8000 Hz, um valor que, na teoria, reduz a latência para níveis praticamente imperceptíveis. Na prática, combinado com os interruptores lineares HyperX Red, traduz-se numa utilização extremamente fluida. Estes switches exigem apenas 40 gramas de força para serem accionados, o que favorece jogos onde os reflexos contam muito. Ao pressionar uma tecla, a resposta parece imediata. Para quem joga casualmente, a diferença dificilmente será notada. Mas, em ambiente competitivo, pode ser precisamente o detalhe que separa a vitória da derrota.

Na construção, a HyperX procurou diferenciar-se com um sistema de montagem em o-ring — pequenos anéis de borracha destinados a suavizar o impacto das teclas e a reduzir o ruído. A ideia é boa, mas a execução fica aquém do esperado. O teclado continua a transmitir uma sensação algo rígida na escrita e os interruptores mantêm-se suficientemente audíveis para chamar a atenção num escritório silencioso. Ainda não é desta que um teclado pensado para jogar consegue também destacar-se como ferramenta confortável para longas sessões de escrita.

Onde o Origins 2 65 realmente se evidencia é na personalização. Pela primeira vez nesta linha, a placa electrónica permite trocar facilmente os interruptores, dando liberdade ao utilizador para experimentar diferentes tipos de switches sem complicações. A marca vai ainda mais longe ao disponibilizar os ficheiros necessários para imprimir estruturas externas em impressoras 3D, uma iniciativa rara e meritória, que aproxima o produto da comunidade de entusiastas.

A iluminação RGB continua a ser um dos pontos fortes. É intensa, homogénea e bem distribuída pelas teclas em plástico ABS de dupla injecção. Já o software Ngenuity mantém-se simples e relativamente leve, embora obrigue à sua utilização para alternar entre perfis de iluminação — uma limitação pouco prática para quem gosta de mudar rapidamente de configuração.

No final, o HyperX Origins 2 65 afirma-se como um teclado claramente orientado para desempenho. Compacto, rápido e bastante personalizável, falha apenas em oferecer uma experiência de escrita mais refinada. Ainda assim, tendo em conta o preço — cerca de 100 euros —, posiciona-se como uma proposta muito equilibrada para quem privilegia performance e estética minimalista.

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