Portugal tem atingido “níveis históricos de empregabilidade”, como referiu Montenegro? Verdadeiro

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A frase

“Temos hoje, felizmente, níveis históricos de empregabilidade”

– Luís Montenegro, na apresentação do PTRR

O contexto

Nesta terça-feira, 28 de Abril, o primeiro-ministro anunciou a versão final do programa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa.

Durante o discurso de apresentação, Luís Montenegro aproveitou para enaltecer a “situação virtuosa de equilíbrio orçamental” que, segundo diz, “temos em Portugal”.

Mais à frente, afirmou que a acção governativa tem “aumentado o rendimento das famílias e dos trabalhadores” e acrescentou ainda que “temos hoje, felizmente, níveis históricos de empregabilidade”.

No dia seguinte, recuperou a ideia na sua intervenção inicial no debate quinzenal no Parlamento, numa formulação muito parecida: “Temos hoje atingido níveis históricos de empregabilidade.”

Os factos

A frase do primeiro-ministro é verdadeira. Segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Março de 2026 (números mais recentes) a taxa de emprego em Portugal era de 65,7%.

Este número é o segundo mais elevado registado na série estatística do INE, desde Fevereiro de 1998. Não só este valor é apenas 0,1 pontos percentuais mais baixo do que o valor mais alto já registado (65,8%), como este recorde também foi atingido durante a actual legislatura, em Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026. Apenas há três e quatro meses.

Importa referir que a actual taxa de emprego, os 65,7%, foi atingida pela primeira vez em Setembro de 2025, já durante o segundo período de governação do executivo de Luís Montenegro. Nunca, desde Fevereiro de 1998, esta taxa tinha sido tão elevada.

O veredicto

A afirmação de Luís Montenegro é verdadeira. Ainda que a taxa actual de emprego não seja a mais elevada de sempre, é extremamente próxima do valor mais alto (apenas um 0,1 pontos percentuais abaixo). Além disso, o valor mais alto foi atingido também durante a governação da AD e apenas há três meses, tendo-se registado só uma descida de 0,1 pontos percentuais desde então.

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