Se há uma lição a extrair do discurso do Presidente Seguro no 25 de Abril (e há muitas), ela está no momento em que disse que “a liberdade não desaparece de uma só vez”. O alerta pode não ser absolutamente novo, lembremo-nos dos versos de Bertold Brecht em É preciso agir, que começa com a memória lúgubre de que “primeiro levaram os negros/ e eu não me importei/ não era negro”. Mas, não sendo novo, ganha relevo neste momento da vida colectiva em que se percebe que princípios básicos da democracia ou da decência na política estão a ser alvo de erosão. Quando uma comissão que existe para garantir aos cidadãos o acesso aos documentos administrativos (a CADA) defende que os nomes dos financiadores dos partidos políticos devem permanecer ocultos, é caso para se parar. Dar conta de que as ameaças estão, cada vez mais, para lá das palavras, e de que essas palavras estão a dar origem a actos prováveis de subversão.
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