O actual primeiro-ministro esloveno, Robert Golob, anunciou não ter conseguido chegar a acordo com outros partidos para a formação de um Governo, apesar de ter sido o mais votado nas eleições do mês passado. O impasse abre caminho para o regresso do populista Janez Jansa ao poder, que passa a ser o único capaz de evitar a marcação de eleições antecipadas.
As eleições legislativas na Eslovénia de 22 de Março deixaram o cenário político da nação alpina numa situação de impasse, decorrente do equilíbrio entre as duas principais forças políticas. O Movimento Liberdade, de centro-esquerda, de Golob, foi o partido mais votado alcançando 29 lugares, no total de 90 no Parlamento de Ljubljana, superando apenas por um deputado o Partido Democrático (SDS), de Jansa.
Ao fim de quase um mês de negociações com partidos mais pequenos, Golob anunciou na segunda-feira que o Movimento Liberdade iria passar à oposição por não ter conseguido alcançar o objectivo de formar uma coligação governamental sólida.
“Esperamos começar a trabalhar na oposição”, afirmou o ainda primeiro-ministro interino, após uma reunião com a Presidente Natasa Pirc Musar.
Cabe agora a Jansa a tarefa de negociar com os restantes partidos um acordo de coligação que, se for bem-sucedido, o irá fazer regressar ao poder pela quarta vez. No entanto, o líder do SDS mostrou sinais de pouca pressa para entrar em conversações, dizendo que todas as opções – entre formar Governo, manter-se na oposição e marcar novas eleições – são boas para o partido.
“Esta semana iremos concentrar-nos na constituição do Parlamento, uma vez que é isso que está na agenda”, afirmou o ex-primeiro-ministro, garantindo que o seu partido está “preparado para novas eleições já amanhã”.
E esse parece ser o cenário mais provável, dado que as opções para Jansa conseguir formar um governo estável são igualmente escassas, sobretudo depois de o líder do partido de extrema-direita Resni.ca ter anunciado que não pretende integrar qualquer executivo que não seja suficientemente forte.
Um eventual regresso de Jansa ao poder deverá voltar a desalinhar a política externa da Eslovénia em relação a Bruxelas. Enquanto esteve no poder, Jansa, que é um admirador de Donald Trump, pôs o país frequentemente em rota de colisão com a União Europeia, sobretudo pondo em causa a liberdade de imprensa e a separação de poderes.
Resta saber se um regresso dos eslovenos às urnas poderá desfazer o cenário de fragmentação saído das últimas eleições que permita construir um governo de coligação estável.
A campanha para as eleições legislativas do mês passado foi uma das mais sujas das últimas décadas na Eslovénia, tendo ficado marcada pela divulgação de escândalos de corrupção a envolver vários políticos de topo e denúncias de cooperação com potências estrangeiras para manipular a opinião pública.
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