Privatização da TAP é crucial para manter quota de mercado, diz CEO

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O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, defende que a privatização da companhia aérea, com um novo parceiro do sector, é fundamental para manter no futuro a quota de mercado que detém hoje em Lisboa. Num evento realizado esta quarta-feira para debater a privatização da TAP, organizado pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luís Rodrigues falou em três pontos: prudência, oportunidade e sustentabilidade.

Sobre esta última, trata-se da sustentabilidade financeira, segundo explicou o gestor, muito alicerçada nos cerca de 50% de quota de mercado que detém no aeroporto de Lisboa e que, por falta de capacidade, não permite crescimento a nenhuma companhia aérea. Como o novo aeroporto, a edificar no actual Campo de Tiro de Alcochete, essa realidade irá alterar-se

Nessa altura, explicou Luís Rodrigues, “vamos ter de, num curto espaço de tempo, acrescentar muito à operação” em termos de novos aviões, para “conseguir manter, ou perto disso”, a quota de mercado existente. “Uma companhia pequena e frágil não tem capacidade para fazer isso”, vincou, acrescentando que uma perda de capacidade poria em causa a sustentabilidade financeira da companhia.

A venda de 44,9% do capital à Lufthansa ou à Air France-KLM (mais 5% para os trabalhadores) é também uma oportunidade de reforçar as várias competências da TAP, num cenário em que, frisou, é preciso prudência, com um “aumento da volatilidade tremendo”, com menos espaço de tempo entre grandes crises. “Orgulhosamente sós e pequenos, traz um futuro que é fácil de adivinhar”, disse, tendo a companhia uma maior capacidade de resistência se for incluída num grupo forte e estruturado.

Antes, também o presidente do conselho de administração, Carlos Oliveira, tinha defendido a privatização, embora frisando que essa era uma decisão do accionista. Mantendo a ideia de que o processo de abertura de capital não deve ter impactos na operação diária da companhia, o gestor defendeu que a privatização “não é um fim em si mesmo, mas um processo de transformação”.

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