Portugal, 1980. Seis anos após a Revolução dos Cravos, já não existe fascismo nem Guerra Colonial. Um grupo de pessoas pertencentes às Forças Populares 25 de Abril (FP-25) – uma organização clandestina de extrema-esquerda descontente com a instauração da democracia parlamentar, o sistema partidário e o modelo económico capitalista – partilha ideais políticos e de vida. Perseguidos pelas autoridades após uma vaga de atentados à bomba e assaltos a bancos, nada mais lhes resta senão continuar a fugir.
Este drama tem produção de Sandro Aguilar e Luís Urbano e realização de Ivo M. Ferreira (autor do filme Cartas da Guerra e das mini-séries Sul e O Americano), que assina o argumento com Hélder Beja com a ajuda do historiador Francisco Bairrão Ruivo. Seleccionado para competir no Festival de Cinema de Roterdão, Projecto Global terá também uma versão em série de televisão.
Jani Zhao (companheira do realizador), Rodrigo Tomás, Gonçalo Waddington, José Pimentão, Isac Graça, João Catarré, Ivo Canelas, Gonçalo Waddington, Hugo Bentes, Isabél Zuaa, João Pedro Mamede, Pedro Marujo, João Estima, Adriano Luz, Ana Tang e Lee Zhao Ferreira integram o elenco. Críticas, salas e horários
Depois de levar uma bofetada de uma amiga, Marielle (Laeni Geiseler) passa a dispor de uma faculdade insólita: consegue ver e ouvir tudo o que fazem Julia e Tobias (Julia Jentsch e Felix Kramer), os pais. Inicialmente cépticos, não demora muito até eles perceberem que, infelizmente, a telepatia da adolescente não é uma invenção da sua cabeça. De um dia para o outro, os seus pensamentos mais íntimos e as suas acções mais privadas (muitas delas questionáveis) tornam-se subitamente acessíveis a Marielle. Conscientes da exposição a que estão sujeitos, os três tentam encontrar um modo de conter essa terrível intrusão antes que destrua completamente a relação familiar.
Em competição no Festival de Berlim, onde recebeu uma menção especial do Júri do Prémio Guild, este drama é realizado por Frédéric Hambalek, que reflecte sobre privacidade, confiança e a fragilidade das relações quando confrontadas com a verdade absoluta. Críticas, salas e horários
Ao longo de um ano lectivo, a realizadora Claire Simon (Consultórios de Deus, Quero Falar Sobre Marguerite Duras) acompanha o quotidiano de uma escola de primeiro ciclo dos subúrbios de Paris, fazendo um retrato do trabalho de todos os intervenientes num estabelecimento de ensino.
Num registo de esperança, reflecte sobre a importância da interacção positiva entre todos os que partilham o espaço escolar, onde a aprendizagem se constrói em simultâneo com a formação humana. Críticas, salas e horários
Marianne Farrère (Isabelle Huppert) é considerada a mulher mais rica do mundo. Apesar de a sua fortuna estar avaliada em centenas de milhões de euros, nunca lhe assegurou a felicidade ou um propósito de vida. Reservada, discreta e bastante solitária, encontra um ponto de apoio no excêntrico Pierre-Alain Fantin (Laurent Lafitte), um fotógrafo parisiense célebre pela capacidade de captar a essência dos seus modelos. Conhecem-se durante uma sessão para uma revista e, a partir daí, desenvolvem uma grande amizade. Com o passar do tempo, a ligação entre ambos torna-se cada vez mais ambígua, com Pierre-Alain constantemente a tirar partido da generosidade dela, aceitando quadros de valor incalculável e enormes quantias de dinheiro. Quando a situação ultrapassa os limites e começa a suscitar desconfiança entre os que a rodeiam, Frédérique, a única filha de Marianne, decide intervir por meios legais.
Inspirado no caso real de Liliane Bettencourt (1922-2017), esta comédia dramática tem realização de Thierry Klifa, que parte de um argumento assinado por si em colaboração com Cédric Anger e Jacques Fieschi. O elenco secundário inclui Marina Foïs, Raphaël Personnaz, André Marcon e Mathieu Demy. Críticas, salas e horários
Com Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson, a dar vida ao protagonista, o filme acompanha o percurso artístico e pessoal do artista, atravessando o contexto familiar que o fez entrar na indústria musical com apenas cinco anos de idade, a ascensão meteórica ao lado dos The Jackson 5 e o seu esforço de continuar numa carreira a solo, sempre marcada por um excesso de exposição mediática.
Na década de 1980, afirmou-se como artista a solo com álbuns como Thriller, Bad e Off the Wall, que vieram definir novos padrões da indústria musical e do espectáculo ao vivo ao fundir pop, soul, funk e R&B.
Entre o amor aos palcos e a pressão da fama, este drama biográfico mostra as contradições de uma vida em que o sucesso global entra em choque com a dimensão mais reservada e pessoal do cantor.
Com argumento de John Logan e realização de Antoine Fuqua (The Equalizer 1, 2 e 3, Southpaw – Coração de Aço, Os Sete Magníficos), o filme acompanha a trajectória de Michael Jackson (1958-2009), desde a infância e os primeiros anos de carreira até à consagração como uma das figuras mais influentes da música contemporânea.
Com Colman Domingo no papel de Joe Jackson, o pai, e Nia Long como Katherine Jackson, a mãe, o elenco conta ainda com Miles Teller, Larenz Tate, Kat Graham, Laura Harrier, Kendrick Sampson, Juliano Krue Valdi, Joseph David-Jones. Críticas, salas e horários
Narrado por Jane Fonda, este filme conta-nos a história de uma das mais emblemáticas canções do repertório mundial: Comme d’habitude, uma música sobre a solidão sentida no fim de uma relação amorosa, lançada pela primeira vez em 1967 pelo francês de origem egípcia Claude François (1939-1978), que se tornou um sucesso nos países francófonos. Em 1968, o cantor canadiano Paul Anka ouviu a versão original durante uma estadia em França e adquiriu os direitos de adaptação. Em vez de traduzir a letra, decidiu escrever um novo texto em inglês sobre um balanço final de vida, mantendo a estrutura musical. Essa nova versão deu origem a My way, popularizada por Frank Sinatra em 1969, e depois interpretada por inúmeros artistas, desde Elvis Presley, Sid Vicious, Tom Jones ou Julio Iglesias (em versões em espanhol e inglês), entre muitos outros.
Apresentado, fora de competição, no Festival de Cinema de Cannes, o filme tem realização e argumento dos franceses Lisa Azuelos e Thierry Teston. Críticas, salas e horários
A acção decorre na viragem do século XIX para o século XX, entre as cidades de Lisboa e Paris. Lúcio Vaz, um dramaturgo ligado à Geração de Orpheu, e o poeta Ricardo de Loureiro conhecem-se e desenvolvem uma amizade de forte cumplicidade intelectual. Quando Ricardo se casa com Marta, uma mulher bela, misteriosa e algo instável, a dinâmica entre os dois amigos altera-se. A presença dela desperta desejo, ciúme e suspeição, levando os três a um processo de ruptura.
Inspirado livremente no conto A Confissão de Lúcio (1914), de Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), este é o filme que o realizador António da Cunha Telles tinha em mãos quando morreu a 23 de Novembro de 2022, com 87 anos. Distribuído pela Ukbar Filmes, foi finalizado postumamente por Pandora da Cunha Telles, sua filha, e André Rosa Carvalho.
Cherchez la Femme teve financiamento do Instituto do Cinema e do Audiovisual, com apoio da RTP, do Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema, da Câmara Municipal de Lisboa, da Lisboa Film Commission e da Netflix. Os actores Ângelo Rodrigues, Romeu Costa e Joana Barradas assumem o trio de protagonistas. Críticas, salas e horários
Apesar de ter nascido em Ourém, a 4 de Maio de 1935, Luandino Vieira passou a infância e a juventude em Angola, tornando-se uma das figuras mais importantes da literatura angolana do século XX. Entre os seus livros mais conhecidos encontram-se A Cidade e a Infância e Luuanda, este último distinguido com o Prémio Camões em 2006.
Devido à participação em movimentos de resistência contra o colonialismo português e às suas ligações aos movimentos independentistas em Angola, foi preso pela PIDE e condenado a 14 anos de prisão por actividades subversivas contra a segurança do Estado. Três anos depois, foi transferido para o campo de concentração do Tarrafal, uma prisão política criada em 1936, na ilha de Santiago (Cabo Verde), pelo regime de António de Oliveira Salazar (1889-1970).
Agora, acompanhado da jornalista e realizadora Sandra Inês Cruz (autora do livro Tarrafal 1975 – O Campo do Silêncio) e do produtor Daniel Silva, Luandino Vieira regressa ao Tarrafal, onde revisita a sua história. Críticas, salas e horários
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