O jornal PÚBLICO recebeu o Prix de la Littérature (Prémio da Literatura) da Academia Internacional de Gastronomia (AIG), com sede em Paris, pela iniciativa do lançamento da colecção dos dez mais importantes livros de gastronomia publicados em Portugal – um projecto da editora A Bela e o Monstro. A proposta do prémio foi apresentada pela Academia Portuguesa de Gastronomia, que faz, com as suas congéneres de outros países, parte da AIG, e foi aprovada por unanimidade.
“A publicação pelo PÚBLICO dos dez primeiros e mais importantes livros de culinária editados em Portugal representa um contributo notável para a divulgação de um importante acervo de receitas e conceitos, que interessam não só a cozinheiros, amadores e profissionais, historiadores, sociólogos e demais eruditos ligados a esta temática”, considerou a Academia, que entendeu assim este ano não propor um autor, como faz habitualmente, mas sim um jornal.
O projecto Os Livros de Culto da Cozinha Portuguesa, uma colecção de dez livros em fac-símile, resgata obras incontornáveis do património gastronómico português e o seu receituário ao longo da história.
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A colecção inclui as obras O Livro de Cozinha da Infanta D. Maria de Portugal (séc. XV-XVI), Arte de Cozinha, de Domingos Rodrigues (1680), Cozinheiro Moderno ou Nova Arte de Cozinha, de Lucas Rigaud (1780), Arte Nova e Curiosa Para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros (1788), Arte do Cozinheiro e do Copeiro, de António Teixeira Girão (1841), O Cozinheiro dos Cozinheiros, de Paul Plantier (1870), Arte de Cosinha, de João da Matta (1876), Tratado Completo de Cozinha e de Copa, de Carlos Bento da Maia (1904), Culinária Portuguesa, de Olleboma (1936), Culinária Vegetariana, Vegetalina e Menus Frugíveros, de Julieta Ribeiro (1916).
“Reunidos pela primeira vez em edições acessíveis”, destaca-se na apresentação do projecto, “estes títulos traçam uma linha de continuidade entre o que se cozinhava há séculos e o que ainda hoje se serve à mesa”. Este ano, até mais literalmente, já que a colecção saltou das páginas para a mesa com a iniciativa Menus com História, com cem restaurantes de todo o país a reinterpretarem “receitas destes livros, ajustando-as ao paladar e ao tempo de hoje”.
A colecção está actualmente à venda, tanto na loja do PÚBLICO em Lisboa como na loja online.
Gonçalo F. Santos
Os outros premiados pela academia
As reuniões de avaliação das candidaturas apresentadas pelas academias nacionais decorreram no dia 20 de Abril em Paris, e o presidente honorário da Academia Portuguesa, José Bento dos Santos, defendeu as portuguesas, que foram aprovadas por unanimidade pelos delegados de todos os países presentes, informa-se em comunicado da AIG.
As restantes candidaturas apresentadas por Portugal e aprovadas foram:
A Academia Internacional de Gastronomia apresenta-se como uma “rede transnacional de homens e mulheres com um interesse especial pela gastronomia”. Foi “fundada em 1983 por cinco Academias Nacionais de Gastronomia” (Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Suíça). “Associação privada sem fins lucrativos”, assume-se como “federação internacional de academias gastronómicas” e inclui actualmente “mais de vinte academias de todo o mundo” — são listados membros em países como Áustria, Bélgica, Itália, França, Alemanha, Luxemburgo, Portugal, Polónia, Espanha, Suécia, Suíça, EUA, Brasil, China, Japão, México ou Síria e Líbano.
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