Quatro detidos em lancha com 6,5 toneladas de combustível em acção contra narcotráfico no Tejo

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Quatro homens de nacionalidade espanhola foram detidos esta sexta-feira no estuário do Tejo a bordo de uma embarcação de alta velocidade que transportava mais de 6,5 toneladas de combustível. A lancha e os detidos são suspeitos de estar envolvidos em tráfico de droga, segundo a Polícia Marítima.

A operação decorreu na madrugada de sexta-feira, quando o dispositivo da Polícia Marítima, através do Grupo de Acções Táticas (GAT), detectou uma embarcação a alta velocidade a navegar em direcção à saída do porto de Lisboa. Os operacionais iniciaram “prontamente o seguimento que culminou com a intercepção e apreensão da mesma”, anunciou a Autoridade Marítima Nacional em comunicado.

“No interior da embarcação foram detectadas mais de 6,5 toneladas de combustível, mantimentos para vários dias de permanência no mar, material sobressalente e, ainda, diversos equipamentos de grande relevância para o processo de investigação criminal. Todas as evidências apontam para que se tratava de uma ‘narcolancha‘ destinada a operações de suporte logístico marítimo de longa duração, a centenas de milhas da costa portuguesa”, realçou a AMN.

Segundo a mesma fonte, estas lanchas são utilizadas “como hubs logísticos de apoio ao narcotráfico no alto mar”.

Os quatro detidos, de nacionalidade espanhola, foram apanhados “em flagrante delito e em desobediência às autoridades policiais, tendo sido presentes ao Ministério Público para a respectiva tramitação processual”.

A AMN adiantou também que os bens perecíveis encontrados a bordo, numa “quantidade significativa”, foram entregues a uma instituição de solidariedade social.

“Esta acção reforça o compromisso e determinação da Polícia Marítima em manter o dispositivo de vigilância e patrulhamento marítimo, prosseguindo o combate firme às redes de criminalidade organizada que utilizam o espaço marítimo sob soberania nacional para actividades ilícitas, em estreita articulação com as autoridades judiciárias e demais entidades policiais”, pode ler-se ainda na nota.

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