Pela primeira vez desde 2016, o Torneio de Roland-Garros vai coroar campeões inéditos nas duas provas. Tal como no quadro masculino, também o evento feminino perdeu a última jogadora que sabia o que era sair imbatível de Paris: Iga Swiatek. A polaca, que ergueu por quatro vezes a Taça Suzanne-Lenglen, foi dominada por Marta Kostyuk, que vai agora defrontar a compatriota Elina Svitolina, o que garante que haja uma semifinalista da Ucrânia pela primeira vez no torneio francês do Grand Slam.
Na Era Open, o ténis ucraniano já tinha chegado tão longe em Roland-Garros, mas na prova masculina, através de Andrei Medvedev (1993 e 1999). A sua sucessora será a vencedora do duelo entre as campeãs dos dois WTA 1000 realizados em terra batida. Kostyuk (15.ª) venceu em Madrid (e antes no WTA 250 de Rouen) e, com a vitória sobre Swiatek (3.ª), por 7-5, 6-1, estendeu para 16 a série de encontros ganhos.
Nos dois embates anteriores com Swiatek, a ucraniana de 23 anos nunca tinha ganhado mais do que dois jogos por set, mas somou a sexta vitória do ano sobre uma top 10 e qualificou-se pela segunda vez na carreira para os quartos-de-final de um major.
“Não jogo ténis para ganhar, jogo ténis porque adoro. Quero ligar-me às pessoas, quero fazer as pessoas felizes e uni-las”, disse Kostyuk que, à saída do court, trocou um high-five com Svitolina, que ia entrar. “Temos uma óptima relação. Ela é uma lenda do ténis ucraniano e será uma grande honra partilhar o court com ela na terça-feira. Estou entusiasmada com este encontro”.
A consistência de Svitolina
No confronto entre mães, Svitolina (7.ª), campeã em Roma, superou Belinda Bencic (11.ª), por 4-6, 6-4 e 6-0, para elevar para 10 a série vitoriosa e repetir a presença nesta fase do torneio francês pela sexta vez. Aos 31 anos, a mulher de Gael Monfils é a mais velha desde Serena Williams, em 2016, e chegar tão longe em Roma e Roland-Garros na mesma época.
Maior diferença de idades irá registar-se no outro quarto-de-final, entre Sorana Cirstea, de 36 anos, e Mirra Andreeva, 19 anos – é o maior desnível etário desde nos “quartos” de um major desde o duelo entre Martina Navratilova (34 anos) e Jennifer Capriati (19 anos), no torneio de Wimbledon de 1991.
A competir pelo último ano no circuito, Cirstea (18.ª) eliminou Xiyu Wang (34.ª), por 6-3, 7-6 (7/4), e ao repetir a presença entre as oito últimas candidatas ao título em Roland-Garros de 2009, estabeleceu um novo recorde de intervalo entre presenças nos “quartos” num Slam: 17 anos.
Enquanto Cirstea é a terceira mais velha quarto-finalista em Roland-Garros na Era Open – só ultrapassada por Helga Masthoff (1978) e Billie Jean King (1980) –, Andreeva (8.ª) é a mais nova a chegar aos “quartos” em Paris em três anos consecutivos desde Martina Hingis em 1999, depois de derrotar Jil Teichmann (170.ª), por 6-3, 6-2.
Jódar, mais um espanhol nos “quartos”
Na segunda-feira, completam-se os oitavos-de-final com destaque para o embate entre as únicas duas campeãs de Grand Slam que ainda sobrevivem no torneio (masculino e feminino), Aryna Sabalenka e Naomi Osaka, e que, pela primeira vez em três anos, terá honras de sessão nocturna.
Para não fugir à tradição, o quadro masculino terá um representante espanhol no quarto-de-final, mas ao contrário dos últimos nove anos não tem o apelido Nadal ou Alcaraz. Rafael Jódar, de 19 anos, é o primeiro teenager nesta fase desde 2002 (Alcaraz e Holger Rune), após afastar o veterano compatriota Pablo Carreño Busta (89.º), por 4-6, 4-6, 6-1, 6-2 e 6-2.
Jódar (29.º), que há 12 meses estava fora do top 700, vai defrontar nos “quartos” o principal favorito, Alexander Zverev. O número três mundial chega a esta fase em Paris pela oitava vez consecutiva (17 no total de majors), ao bater Jesper de Jong (106.º), por 7-6 (7/3), 6-4 e 6-1.
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