Seguro diz que Portugal precisa de “umas melhorias” para ser um “país extraordinário para se trabalhar”

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O Presidente da República, António José Seguro, considerou neste domingo, durante um encontro com jovens portugueses em Madrid, que “Portugal precisa de fazer umas melhorias para ser também um país extraordinário para se trabalhar”.

“Aquilo que eu posso, de alguma forma, retirar, como síntese abusiva das nossas conversas, é que Portugal é um país extraordinário para viver, mas que precisa de fazer umas melhorias para também ser um país extraordinário para se trabalhar. E isso é muito representativo em termos de progressões na carreira, salários”, afirmou o chefe de Estado, que chegou este domingo à capital espanhola para a sua primeira visita oficial ao estrangeiro.

António José Seguro falava durante uma recepção com cerca de 40 jovens portugueses que estudam ou trabalham em Espanha, na residência do embaixador de Portugal em Madrid, José Augusto Duarte, na presença também do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

A meio do encontro, numa declaração feita ao microfone, perante a comunicação social, depois de já ter tido breves conversas com os jovens, o Presidente da República pediu-lhes que “não desistam de Portugal” e que incluam nos seus planos “a possibilidade de poder contribuir também para o desenvolvimento da economia” portuguesa.

Nas conversas com o chefe de Estado, questionados sobre o que os levou a ir para Espanha, vários jovens falaram das oportunidades e condições que o país oferece e uma jovem apontou em concreto a diferença no valor dos salários em comparação com Portugal como “uma questão muito pertinente na escolha” que fez.

António José Seguro perguntou se “há mesmo uma diferença substancial” e a jovem respondeu que “há uma diferença muito significativa” e que “numa cidade que está tão perto de Lisboa ou do Porto há uma diferença muito grande”. O Presidente da República retorquiu: “Espero que algum dia tenha razões salariais para a incentivar a regressar”.

A seguir, na sua declaração, o Presidente da República considerou que Portugal precisa de “umas melhorias para também ser um país extraordinário para se trabalhar” e referiu que tem ouvido muitas vezes a juventude pedir “um Estado eficiente e uma economia competitiva”.

“Essa é a razão de nós aqui estarmos, é recolhermos os vossos contributos, as vossas opiniões, e sobretudo sublinhar esta mensagem: não desistam de Portugal, porque Portugal precisa muito, mas muito, dos jovens portugueses. Muito obrigado”, acrescentou.

Seguro quer maior presença de empresas portuguesas no mercado espanhol

Numa declaração perante a comunicação social, António José Seguro manifestou o desejo de ver crescer a presença de empresas portuguesas no mercado espanhol e, no plano político, disse querer consolidar as relações bilaterais e a cooperação multilateral.

O chefe de Estado chegou na tarde deste domingo à capital espanhola, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, para a sua primeira visita oficial ao estrangeiro, durante a qual terá encontros com o Rei Felipe VI e com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, agendados para amanhã.

“Esta é, de facto, a minha primeira viagem fora de Portugal. Não inovo, apenas consolido aquilo que têm sido boas escolhas dos meus antecessores, no sentido de reafirmar estas relações, não apenas de vizinhança, mas de vizinhos que sabem estar, partilhar o espaço, em primeiro lugar, desta Ibéria”, declarou.

O Presidente da República salientou, por outro lado, a intenção de reforçar a cooperação entre os dois países “nos fóruns multilaterais e, em particular, num projecto e numa comunidade que nos recebe muito bem, que é a União Europeia, que é uma comunidade de pertença”.

“E, por isso, a escolha de Espanha não é uma escolha ao acaso. É uma escolha que corresponde a este significado e, simultaneamente, consolidar estas relações entre Portugal e Espanha, que se traduzem em frequentes relações bilaterais, como, aliás, o senhor ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros bem pode testemunhar, com uma ampla relação comercial”, completou.

Ainda quanto à relação comercial, acrescentou: “Embora, aqui para nós, eu gostasse muito, e o senhor ministro também, que as empresas portuguesas tivessem uma penetração maior na economia e no mercado espanhol. Vamos estimular, essa é uma das preocupações da nossa presença aqui, dos encontros ao mais alto nível, com sua majestade, o Rei de Espanha, e com o senhor presidente do Governo espanhol”.

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