Serviços mínimos, festa máxima: FC Porto é campeão

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Neste sábado, frente ao Alverca, o FC Porto não precisava de muita coisa para ser campeão nacional – bastava um ponto. Como não precisava de muita coisa, a equipa também não deu muita coisa.

Um triunfo (1-0) curto, um desempenho curto e, a nível global, um jogo de serviços mínimos no qual a equipa portista foi sempre dominadora, mas com pouca capacidade para criar lances de perigo.

O funil

O Alverca levou ao Dragão um 5x3x2 em “funil”, sistema que cada vez mais é utilizado por equipas que querem jogar em bloco baixo. É uma distribuição que permite, em simultâneo, ter uma defesa larga para controlar os extremos adversários (Pepê e Pietuszewski muito presos), ter peso e números na zona central da defesa e ter jogadores capazes de tirar espaço aos criativos – três médios mais a ajuda dos dois atacantes.

O que este sistema faz é dar “de borla” os laterais e são esses – neste caso Alberto e Zaidu – que podem criar mais desequilíbrios posicionais. O FC Porto jogou em ataque posicional permanente, mas com dificuldade para entrar no denso bloco do Alverca. Até porque Meupyiou e Naves, centrais mais abertos, tinham ordem para saírem em Froholdt e Gabri sempre que um deles se chegasse à frente para jogar mais perto de Gul.

As incursões de Alberto poderiam ser a via mais virtuosa e isso foi sugerido aos 3’ e aos 15’, quando o lateral conseguiu baralhar marcações e, sobretudo, juntar-se a Pepê na ideia de arrastar o lateral adversário.

E foi isso que acabou por dar o golo. Aos 41’, Pepê recebeu mais baixo e Froholdt também apareceu mais à frente na meia-direita – isto seduziu tanto Meupyiou como James a saírem de posição, sempre focados na referência individual, e abrir espaço para Alberto aparecer vindo de trás. O lateral ganhou o canto que depois foi batido por Gabri e bem cabeceado por Bednarek – nada de novo, já que o Alverca leva 18 golos sofridos de bola parada (a segunda que mais sofre).

Gestão

O Alverca tentou contra-ataques um par de vezes, mas sem especial sucesso. O maior perigo que criou foi numa bola parada aos 35’, o mesmo que o FC Porto tinha feito dez minutos antes – golo anulado por mão de Kiwior.

A partida piorou bastante de qualidade na segunda parte, com mais acções técnicas erradas e mais faltas. Mas a dinâmica do jogo era a mesma: Alverca pouco audaz e FC Porto em ataque posicional, mas sem grandes soluções para entrar no bloco.

O Alverca definiu mal algumas transições e isso vedava à equipa a possibilidade de criar mais perigo, algo que só aconteceu já depois da hora de jogo, com um remate de Figueiredo num contra-ataque bem pensado.

Com o passar dos minutos ficava claro que o FC Porto não queria ir resolver o jogo, chegando ao 2-0. A ideia era guardar a bola, prolongar as posses, acalmar os recomeços de jogo e deixar passar o tempo. Havia 1-0 e, mesmo que o Alverca eventualmente empatasse, o FC Porto continuaria a garantir a festa. Não havia como convencer a equipa a ir para o ataque e o Alverca ainda teve dois lances de perigo mal finalizados.

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