Sócrates foi “moralmente liquidado” pelos media, afirma o MP

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A gente ouve e não acredita. Nas alegações finais do julgamento em que José Sócrates pede 205 mil euros ao Estado português pela ultrapassagem dos prazos na investigação da Operação Marquês, o procurador do Ministério Público decidiu solidarizar-se com o ex-primeiro-ministro. Afirmou que “ninguém tem dúvida” de que Sócrates “foi objecto de uma campanha que constituiu um assassinato de carácter” (por acaso, eu tenho imensa dúvida); declarou que “em Portugal ninguém foi objecto de uma campanha com esta violência”; e garantiu que houve uma “campanha mediática” que o “liquidou moralmente”. Sócrates só não deve ser indemnizado, na opinião do procurador António Beirão, porque o Estado português não pode ser responsabilizado por essa tenebrosa campanha, já que “não controla os media, nem pode controlar”.

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