Sporting e Benfica obrigados a vencer para manter o sonho vivo

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O clássico deste domingo (18h, SPTV1), da 30.ª jornada da Liga, em Alvalade, não deixa margem para erros nem para os proverbiais jogos psicológicos, com Sporting e Benfica cientes de que qualquer resultado que não seja uma vitória só beneficiará (potencialmente) o FC Porto na recta final da corrida pelo título.

Uma curiosidade, suscitada por José Mourinho quase a terminar a conferência de imprensa do treinador do Benfica, remete, oportunamente, para a última vitória dos “encarnados” em Alvalade.

Mourinho disse suspeitar que esse é um cenário que há muito não se verifica. Uma rápida verificação permite constatar que a última vez aconteceu em 2022, curiosamente na 30.ª jornada, com Nélson Veríssimo a bater Rúben Amorim (0-2) e a deixar o FC Porto com nove pontos de vantagem sobre “leões” e 15 de “águias”.

Agora, a margem é mais estreita, mas um novo triunfo benfiquista na sua deslocação mais curta poderia sentenciar o fim do sonho do “tri” sportinguista.

Um empate também seria um bom desfecho para os portistas (que ainda teriam de cumprir a sua parte na recepção ao Tondela). O Benfica, a única equipa invicta na Liga, mas que até estaria disposta a trocar uns quantos dos nove empates já averbados por um par de derrotas, veria uma igualdade ante o rival de Lisboa como uma péssima notícia, pois não só aniquilaria a última réstia de esperança no título como ainda reforçaria a posição do Sporting na discussão pela vice-liderança, valiosa para garantir presença nas pré-eliminatórias da Champions.

Mourinho anuncia Aursnes

Esta é, aliás, a deixa ideal para a entrada em cena de Rui Borges, que vê o clássico, depois da desilusão e do esforço despendido na Champions, como um teste à capacidade de os “leões” manterem o líder sob pressão permanente quando ficam a faltar quatro rondas para a decisão do campeonato.

Daí este poder ser o pior timing para defrontar um Benfica que já tem Aursnes disponível e confirmado no “onze” inicial. Tomás Araújo e Richard Ríos são, igualmente, trunfos para Mourinho, técnico que volta a Alvalade, onde nunca perdeu (seis triunfos e três empates), ao fim de onze anos.

Um Benfica ainda mais duro de roer, inclusive para a equipa que o treinador das “águias” elogiou pela prestação nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, onde o Arsenal vingou graças ao triunfo tardio em Alvalade. Perante este quadro, o Sporting precisa mais do que nunca que o seu “matador” supere a fase de três jogos em “jejum” (sem contar com os dois ao serviço da Colômbia) e se estreie a marcar ao Benfica… ao terceiro ensaio.

Sem Nuno Santos, Luís Guilherme e Ioannidis, para além das dúvidas em relação a João Simões e Fresneda, Rui Borges sabe que só uma vitória serve os interesses da equipa. Com um triunfo (Taça de Portugal), duas derrotas (Supertaça e Liga) e dois empates em clássicos nesta época, o Sporting (mesmo com um jogo a menos, ante o Tondela) está obrigado a melhorar estes números para evitar uma fuga para a vitória do líder FC Porto e inevitável desmoronar do sonho do tricampeonato.

A avaliar pelo discurso dos técnicos, Rui Borges não disfarçou a tensão que Mourinho geriu com gargalhadas generosas quando teve de responder mais uma vez à questão tabu da continuidade na Luz. Falta saber, face à obrigatoriedade de vencer, se o jogo será tão espectacular quanto se pode esperar, ou se esse facto o transformará num exercício mais cínico. Mourinho sabe que a máxima “se não, ganho não perco” não serve e diz-se “optimista” quanto à vitória com que Rui Borges sonha para chegar ao título.

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