Sporting esmaga Benfica na final e é bicampeão de voleibol

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Já lá vai mais de um ano desde que o Benfica venceu o Sporting pela última vez no voleibol sénior masculino. A 10.ª derrota seguida das “águias”, averbada nesta quarta-feira, no pavilhão João Rocha, valeu aos “leões” a celebração do bicampeonato nacional, numa final em que não deram qualquer hipótese ao rival, suplantando-o pela margem máxima (3-0, com parciais de 25-18, 25-17 e 25-19).

Foi logo à primeira tentativa que o Sporting arrebatou o título 2025-26. Depois de dois triunfos por 3-0 (em casa, no dia 25 de Abril, e na Luz, a 2 de Maio), aos “leões” bastava mais uma vitória para fecharem as contas da Liga de voleibol. E o que aconteceu desta vez, em Alvalade, não foi muito diferente do guião dos últimos embates.

Tem sido na acção de serviço que o Benfica tem sentido mais dificuldades em infligir danos ao adversário. Seja por falta de risco (o que facilita o side-out), seja por falta de acerto, raramente os “encarnados” põem em risco a defesa baixa “leonina” e a qualidade da distribuição do veterano Sergey Grankin faz o resto.

Pelo contrário, o Sporting tem sido implacável no serviço, ora por Kelton Tavares (mais colocado) ou por Edson Valencia (mais potente), quase sempre inviabilizando a resposta do rival, que acaba por construir as acções de ataque já em esforço.

Não causou surpresa, por isso, que o Sporting tivesse vencido o primeiro set nestes termos, por 25-18, fugindo no marcador sensivelmente a meio do parcial. Nem que tivesse reatado o jogo com a mesma solução, sendo o ás de Valencia, para 6-3, um claro indicador da diferença entre os dois candidatos – nas acções seguintes, Murad e Pablo Nathan, do lado do Benfica, colocaram a bola na rede.

À medida que a superioridade “leonina” se consolidava, a clarividência do lado contrário caía a pique e, já depois de dois blocos consecutivos (na zona dois e zona quatro), o Sporting alargou a diferença para 12-5 e foi acelerando, até concluir o segundo set por 25-17 – pelo meio, o Benfica desperdiçou três serviços, ao pisar a linha.

O filme repetiu-se no derradeiro parcial, apesar de um equilíbrio precoce no marcador, até 4-4. Valencia pegou então na bola para o serviço e ofereceu ao Sporting uma margem confortável para gerir, que não mais o Benfica conseguiu contrariar. No lugar do distribuidor habitual Tiago Violas, Francisco Pombeiro também não conseguiu mascarar os problemas das “águias” na construção e a equipa foi-se afundando até ao 25-19 final.

Este triunfo reforça a ideia de uma mudança de ciclo no voleibol nacional. Depois cinco títulos seguidos do Benfica, entre 2019 e 2024, o Sporting respondeu com o bicampeonato, a que juntou na presente temporada a Supertaça (3-1) e a Taça de Portugal (3-2). É o oitavo campeonato do palmarés dos “leões”, numa hierarquia liderada pelo Sp. Espinho (18), enquanto o Benfica soma 12.

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