Sporting não autorizou intromissão do Gil na corrida pela Champions

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O Sporting não facilitou e garantiu este sábado um valioso segundo lugar na Liga 2025-26, que encerrou em Alvalade com um triunfo inequívoco (3-0) sobre o Gil Vicente, com golos de Quaresma (15′), Suárez (34′) e Hjulmand (90+3′).

Depois de algumas hesitações que destruíram o sonho do “tricampeonato”, deixando mesmo os “leões” à mercê do rival da Luz na discussão pela vaga de acesso à Liga dos Campeões, o Sporting voltou a ser uma equipa contundente, por vezes demolidora, com dinâmicas que não deixaram espaço a dúvidas aos gilistas. Adversário que só aos 42 minutos testou verdadeiramente a atenção de Rui Silva.

Focado exclusivamente no jogo de Alvalade, que contou com o regresso de Hjulmand ao “onze” inicial — após um mês afastado da competição —, o Sporting compactou o Gil Vicente, instalando-se sem cerimónias no último terço do terreno com desconcertante facilidade.

A obrigatoriedade de alcançar um triunfo na despedida da Liga em Alvalade não oferecia a mínima margem para dúvidas quanto à postura exigida ao “leão”.

Nesse aspecto, o Sporting não beliscou as expectativas dos adeptos, exercendo uma pressão constante e asfixiante sobre a equipa de Barcelos. Atitude que só não resultou em golo logo ao terceiro minuto porque Hjulmand tirou as medidas ligeiramente erradas da baliza.

Até ao voo de Eduardo Quaresma, numa réplica do golo da época passada a este Gil Vicente, o Sporting foi construindo de forma coerente a primeira explosão de euforia da noite. Um golo obtido na sequência de um canto de Pedro Gonçalves, cirurgicamente cruzado para a cabeça do central talismã, em dia de ausência por castigo de Diomande.

Um golo simultaneamente tranquilizador, até porque nesse momento já o Benfica marcara por três vezes ao Estoril, assumindo de forma temporária o segundo lugar.

Um objectivo que subitamente ganhou ainda especial relevância, com o triunfo do Aston Villa sobre o Liverpool e a consequente subida dos “villans” ao quarto lugar. Isto porque caso o finalista da Liga Europa venha a vencer a final de Istambul e assegure o quarto lugar da Premier League (de acesso à Champions), patrocina automaticamente a entrada directa do vice-campeão português na Liga dos Campeões.

Incentivo que o Sporting encarou com máxima seriedade, desmontando um Gil Vicente que chegou a Alvalade a acreditar que ainda poderia chegar ao quinto lugar do campeonato e a uma posição europeia caso batesse o “leão” e o Famalicão perdesse em casa com o Alverca.

Calcanhar de Morita para Suárez

Não surpreendeu, por isso, o segundo golo “leonino”, já depois de Pedro Gonçalves ter tirado tinta do poste da baliza gilista. O colombiano Luis Suárez assinava aos 34 minutos o 28.º golo na Liga, ficando a um da marca de Gyökeres no ano de estreia.

Um golo especial por dois motivos, já que a assistência foi uma cortesia de Morita, sublimada com um toque de calcanhar. O japonês despediu-se de Alvalade (tal como Quenda) e pontuou a noite com a quinta assistência da época.

Face à vantagem segura e à manifesta incapacidade gilista para controlar ou contrariar as dinâmicas do adversário, o Sporting voltou para a segunda parte com uma menor predisposição para manter o nível e ir em busca de um golo que afastasse o fantasma do jogo com o Tondela.

E isso foi o suficiente para despertar o fogo gilista, que aqueceu a alma da equipa de César Peixoto, levando-a a colocar inúmeros problemas à organização do Sporting.

O Gil Vicente parecia uma equipa revitalizada, com incursões frequentes e preocupantes do ponto de vista de Rui Silva e que até poderia ter provocado mossa à entrada dos 20 minutos finais, num lance de possível penálti a que os visitantes não tiveram direito por ter sido antecedido de uma falta sobre Morita.

Mas estava accionado o alarme, que o Sporting encarou como uma espécie de simulacro que mereceu toda a dedicação para evitar um final de ansiedade desnecessária.

Nesse momento, o prudente era assumir o controlo total dos minutos finais, impedindo uma surpresa dos minhotos, que continuaram a tentar reduzir a desvantagem, mesmo que de Famalicão tenha chegado uma notícia que acabava com quaisquer esperanças gilistas.

O Sporting aproveitou e ainda chegou ao terceiro golo, por Hjumand, mesmo no último sopro do jogo.

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