Sporting tira mais um dedo da taça de campeão nacional

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O Sporting já chegou a ter duas mãos a tocarem na taça de campeão nacional, passou a ter uma e, agora, talvez tenha apenas um ou dois dedos. Os “leões” empataram neste domingo (1-1) em casa do AFS, resultado que deixa o FC Porto ainda mais próximo de conquistar o campeonato – mesmo que o Sporting vença o jogo que tem em atraso ainda ficará a sete pontos do líder.

Este resultado significa também que esse eventual triunfo será fulcral se os “leões” quiserem, pelo menos, o apuramento para a Liga dos Campeões – o Benfica vai começar a semana três pontos à frente e já só depende de si para ir à Champions.

Roni híbrido

O Sporting levou a este jogo o habitual desenho táctico, mas com várias alterações: jogadores como Mangas, Kochorashvili, Vagiannidis e Nel foram a jogo.

Do lado do AFS, equipa que já não fugirá da descida à segunda divisão, o mais interessante era a dinâmica táctica escolhida por João Henriques e, por consequência, o labor muito específico pedido ao médio Roni.

A camisola 70 tanto aparecia numa dupla de médios como na linha defensiva de cinco elementos. Ao médio brasileiro era pedido que estivesse sempre a ler o jogo e os momentos de tirar o espaço entre linhas ou de baixar para a defesa a cinco.

Isto tem a virtude de não deixar a equipa refém de um único posicionamento defensivo, escolhendo em função das movimentações adversárias. Mas a ideia também tem a desvantagem de poder criar problemas na própria equipa, já que o central e o lateral várias vezes ficaram com muito espaço entre ambos – se Roni saía, o lateral nem sempre tinha tempo de fechar e fazer uma linha de quatro bem distribuída.

Seria de esperar que o Sporting explorasse este filão com maior qualidade, já que o que fez aos 12’ era claramente virtuoso: Trincão foi para a zona interior, fingiu um movimento no espaço, atraiu Roni e isso criou espaço entre linhas para Morita jogar – o lance acabou com perigo criado por Pedro Gonçalves.

Os “leões”, apesar de terem descoberto o ouro, não repetiram este movimento com grande insistência. Houve também um lance interessante aos 44’, quando Pedro Gonçalves e Nel aproveitaram um dos momentos em que não havia Roni na linha defensiva e, nessa medida, jogarem dois contra dois na frente, sem um terceiro central a fazer dobras. Nel recebeu de costas para a baliza e ficou a pedir penálti – o árbitro foi chamado pelo VAR, mas decidiu manter a decisão inicial.

Penálti

Do lado do AFS não havia posses de bola muito prolongadas e a equipa era bastante vertical: os lances criados eram em transições quase sempre definidas de forma rápida e simples, com remates de longe.

O Sporting ia dominando a partida em permanente ataque posicional, mas com alguma dificuldade para encontrar espaços: isso acontecia quando os laterais se envolviam, algo mais evidente no início do jogo.

Mas foi novamente claro após o intervalo. Vagiannidis envolveu-se bem num momento de um contra um e, depois de ser feliz num ressalto, driblou Roni e cruzou para um golo de Nel.

Pedro Gonçalves ainda atirou uma bola ao poste pouco depois, numa fase em que parecia que o jogo ficaria confortável para os “leões”: o AFS precisaria de ir atrás de qualquer coisa e o Sporting teria jogadores como Suárez e Catamo para lançar.

O problema é que pouco depois da hora de jogo o VAR chamou o árbitro novamente: houve infracção assinalada a Morita na área do Sporting e golo de Pedro Lima de penálti.

O jogo voltou ao que já tinha sido, com o Sporting em ataque posicional permanente e os lances que criavam acabavam da mesma forma: sem remate, com disparos aos postes ou com defesas de Adriel. Já nos instantes finais houve transição do AFS que quase valia triunfo (Perea a atirar ao poste) e oportunidade flagrante desperdiçada por Morita.

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