Sriram Krishnan, conselheiro da Casa Branca para a política de IA, abandona o cargo

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Sriram Krishnan, um dos principais conselheiros da Casa Branca em matéria de inteligência artificial (IA), anunciou este sábado que deixará o cargo no final de Junho. “Esta jornada foi um privilégio único na vida”, escreveu o conselheiro no anúncio publicado na rede social X, antigo Twitter.

Este é mais um abandono de uma figura de destaque na elaboração de políticas para tecnologias de ponta que têm colaborado com a Casa Branca.

O empresário não apresentou qualquer motivo para a sua saída, mas escreveu na publicação que tenciona ajudar a “enfrentar alguns dos grandes desafios que a América enfrenta” no que diz respeito à IA. O conselheiro tem estado envolvido nos esforços da Administração Trump para criar um quadro nacional destinado a regular os desenvolvimentos no domínio destas tecnologias.

A nomeação de Krishnan para o cargo, no final de 2024, chegou a ser motivo de discussão entre uma parte do movimento MAGA de apoio a Donald Trump. Sriram Krishnan, nascido na Índia, foi criticado pela ala mais conservadora do movimento devido à aposta de Donald Trump num imigrante para um cargo importante, em contra-corrente à plataforma anti-imigração que o ajudara a corrida à Casa Branca.

A saída de Krishnan ocorre numa altura em que o Presidente norte-americano estuda a possibilidade de o Governo dos Estados Unidos adquirir participações em empresas nacionais de IA.

“Há algo de muito interessante nisto, em que se torna quase uma parceria com o público americano”, disse Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One esta sexta-feira, acrescentando que tencionava reunir-se com executivos da área já na próxima semana.

A aceitação da IA por parte de Trump tem sido, por vezes, complicada por preocupações de segurança relacionadas com a tecnologia no seio da sua própria administração. Os receios sobre as incógnitas da inteligência artificial em matéria de segurança nacional contribuíram para um impasse de vários meses entre a administração Trump e a empresa Anthropic.

O Pentágono colocou a Anthropic numa “lista negra” no início deste ano, depois de a tecnológica se ter recusado a permitir que as Forças Armadas dos EUA utilizassem os seus modelos para vigilância interna e sistemas de armas autónomos. Após uma reunião na Casa Branca com o responsável pela Anthropic, que se prepara para entrar na bolsa, as tensões parecem ter-se dissipado.

A Casa Branca, numa ordem executiva emitida na terça-feira, instruiu as agências federais a solicitarem aos principais desenvolvedores de IA que submetessem voluntariamente os seus modelos mais avançados a testes de cibersegurança do Governo antes de os disponibilizarem ao público.

Alguns populistas do círculo de Trump alertam que a inteligência artificial representa um risco político, uma vez que as propostas para construir centros de dados para alimentar estas empresas têm suscitado reacções negativas intensas. No seu discurso sobre o Estado da União, em Fevereiro, Trump afirmou ter dito às grandes empresas tecnológicas para construírem as suas próprias centrais eléctricas. Os directores-executivos das empresas tecnológicas concordaram posteriormente em implementar novas medidas de produção de electricidade e eficiência energética.

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