
A taxa de desemprego fixou-se em 6,1% no primeiro trimestre, menos 0,5 pontos percentuais do que no mesmo período de 2025, mas 0,3 pontos percentuais acima do trimestre anterior, divulgou esta quarta-feira o INE.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre Janeiro e Março, a população desempregada, estimada em 346,3 mil pessoas, aumentou 6,1% (20,0 mil) em relação ao trimestre anterior e diminuiu 5,3% (19,5 mil) face ao trimestre homólogo.
Para a variação homóloga da população desempregada contribuíram, principalmente, os decréscimos nos grupos populacionais dos homens (19,2 mil; 11,0%), pessoas dos 16 aos 24 anos (9,5 mil; 11,9%), pessoas que completaram, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico (10,1 mil; 7,7%) ou o ensino secundário e pós-secundário (10,3 mil; 7,2%); pessoas à procura de novo emprego (17,7 mil; 5,5%) e desempregados há 12 ou mais meses (11,6 mil; 8,6%).
A taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos) foi estimada em 19,1%, tendo diminuído em relação ao trimestre anterior (0,7 pontos percentuais) e ao homólogo (2,1 pontos percentuais).
No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego foi superior à média nacional (6,1%) nas regiões da Grande Lisboa (7,4%), Península de Setúbal (6,8%) e Algarve (6,7%) e inferior nas restantes seis regiões NUTS II (NUTS-2024): Norte (6,0%), Oeste e Vale do Tejo (5,6%), Alentejo (5,5%), Açores (5,4%), Centro (5,0%) e Madeira (4,5%).
Em relação ao trimestre anterior, observaram-se acréscimos em cinco regiões, destacando-se o da Grande Lisboa (1,6 pontos percentuais) e decréscimos em três regiões NUTS II, o maior dos quais na Península de Setúbal (1,2 pontos percentuais). A taxa de desemprego da região Norte manteve-se.
Taxa subiu na Grande Lisboa
Na comparação homóloga, a taxa de desemprego aumentou na Grande Lisboa (0,6 pontos percentuais) e diminuiu nas restantes, realçando o INE a redução na Região Autónoma da Madeira (2,2 pontos percentuais).
Já a subutilização do trabalho (que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inactivos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inactivos disponíveis, mas que não procuram emprego) abrangeu 588,0 mil pessoas, valor superior em 2,9% (16,8 mil) ao do trimestre anterior e inferior em 6,4% (40,4 mil) ao do período homólogo.
A taxa de subutilização do trabalho, estimada em 10,2%, aumentou 0,3 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior e diminuiu em 0,9 pontos percentuais em termos homólogos.
No primeiro trimestre, 35,6% da população desempregada encontrava-se nesta condição há 12 e mais meses (desemprego de longa duração), valor inferior em 0,5 pontos percentuais ao do trimestre precedente e em 1,3 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.
No que se refere à população inactiva com 16 e mais anos (3.738,8 mil), representou 71,9% da população inactiva total, tendo aumentado em relação ao trimestre anterior (8,7 mil; 0,2%) e diminuído relativamente ao homólogo (12,0 mil; 0,3%).
A taxa de inactividade da população com 16 ou mais anos situou-se em 39,8%, valor superior em 0,1 pontos percentuais ao do quarto trimestre de 2025 e inferior em 0,5 pontos percentuais ao do primeiro trimestre desse mesmo ano.
Quanto à população empregada (5.300,8 mil pessoas), diminuiu 0,7% (38,7 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 2,3% (119,4 mil) relativamente ao trimestre homólogo de 2025.
Segundo o INE, a proporção da população empregada em teletrabalho, isto é, que trabalhou a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, foi de 21,1% (1.118,9 mil pessoas), inferior em 0,1 pontos percentuais à do quarto trimestre de 2025 e superior 0,2 pontos percentuais à do primeiro trimestre do mesmo ano.
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