Um tigre escapou de um recinto privado em Schkeuditz, perto de Leipzig, na Alemanha, após atacar e ferir gravemente um tratador de 72 anos, no domingo, 17 de Maio. Os moradores chamaram a polícia, que abateu o animal cerca de 30 minutos depois da fuga.
De acordo com o The Guardian, o animal chamado Sandokan pertencia a Carmen Zander, autoproclamada “rainha dos tigres”, antiga domadora de circo que mantém vários tigres numa instalação privada. Sandokan escapou do local após ferir um tratador, que, segundo a polícia, tinha permissão para estar no recinto, e que ainda está hospitalizado com arranhões e mordidas graves, incapaz de responder às perguntas dos investigadores.
Vizinhos “em pânico” alertaram as autoridades, que rastrearam o felino até um conjunto de hortas comunitárias e abateram-no cerca de 30 minutos após a fuga “para evitar perigo para os presentes”, disse a polícia. Segundo as testemunhas, os agentes subiram para o tecto de um carro e dispararam três tiros contra o tigre, noticiou o jornal britânico.
Um porta-voz da polícia afirmou que, no momento da fuga, não havia veterinário nem arma de choque disponíveis, restando apenas o uso de meios letais. Apesar de investigações contra os agentes terem sido descartadas, o Ministério Público regional abriu um inquérito contra Zander, de 52 anos, por suspeitas de falhas nos protocolos de segurança.
Segundo o The Guardian, a “rainha dos tigres” alemã já tinha sido alvo de críticas pelas condições dos animais. Segundo o site da cuidadora, três tigres morreram no recinto nos últimos anos. As autoridades afirmam estar a trabalhar para melhorar as condições e exigiram que Zander cumpra as normas de espaço ou reduza o número de animais.
A Associação Alemã de Protecção Animal defendeu leis mais rígidas para a posse de animais selvagens, incluindo proibições em alguns casos.
A PETA, grupo de direitos dos animais, acusou as autoridades veterinárias de não terem actuado mais cedo e pediu que os restantes felinos fossem confiscados. A organização criticou ainda as condições do recinto, alegando que os animais vivem em espaços reduzidos e inadequados.
Carmen Zander, que depende de doações e da ajuda de amigos, insistiu que o seu recinto oferecia condições mais hospitaleiras do que outros locais de cativeiro e argumentou que afastá-la dos tigres iria implicar o bem-estar e mesmo a vida dos animais.
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