Tita Maravilha vai da Bossa Nova às novelas da Globo num retrato do Brasil escondido

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Tita Maravilha, em palco, a rever mentalmente imagens da infância: uma moradia pequena onde vive muita gente. Uma sala de jantar que não é bem uma sala de jantar — é uma sala onde uma das coisas que se pode fazer é jantar. Um sofá com capas de plástico para não sujar. E a família sentada por cima das capas de plástico para ver a novela Senhora do Destino. Tita Maravilha, em palco, a rever mentalmente as imagens no pequeno ecrã: uma casa grande onde moram poucas pessoas. Pequeno-almoço na sala de jantar. Um banquete para a dona da casa, Maria do Carmo. “Bom dia, Dona Ana”, diz ela. Dona Ana quase não tem falas. Nem se senta à mesa. Nem é dona do que quer que seja, frisa Tita. Dona Ana apenas abre a porta para deixar entrar o convidado de Maria do Carmo, apenas traz o café, apenas arruma a mesa depois do pequeno-almoço.

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