Torreense ou Fafe, um deles vai ao Jamor

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“Para quem ama verdadeiramente o futebol”, como diria um conhecido comentador televisivo, a meia-final da Taça de Portugal que interessa não é aquela que opôs FC Porto e Sporting, duas equipas habituadas a estas coisas. Mas a que vai levar ao Jamor o Torreense, 3.º classificado da II Liga, ou o Fafe, 2.º na fase manutenção da Liga 3. Nesta quinta-feira, em Torres Vedras (20h45, SPTV2), vamos saber qual delas, com o jogo da segunda mão, depois de um empate (1-1) no primeiro jogo em Fafe, realizado em Fevereiro.

Se for o Torreense a passar, volta a haver uma equipa da segunda divisão 16 anos depois do Desportivo de Chaves ter chegado ao Jamor – derrotado na final de 2010 pelo FC Porto. A formação de Torres Vedras já foi finalista da Taça, em 1956, numa campanha em que eliminou o Sporting e o Belenenses, acabando por perder na final com o FC Porto. É candidata a chegar à final depois de um percurso em que deixou pelo caminho Correlhã (Distritais), Oliveirense e Lusitânia de Lourosa (II Liga), Casa Pia (I Liga) e União de Leiria (II Liga).

Se for o Fafe, é uma repetição do feito do Leixões, então treinado por Carlos Carvalhal, que foi finalista como equipa da II Divisão B (Zona Norte), derrotada pelo Sporting. Uma presença na final será histórica para a formação minhota, que está nas “meias” da Taça pela terceira vez – enquanto equipa de segunda divisão chegou a esta fase da prova em 1977 e 1979. Mas este percurso do Fafe é notável por ter eliminado nada menos que três equipas da I Liga – Moreirense, Arouca e Sp. Braga.

Para o Torreense, esta pode ser uma época histórica, com final da Taça e regresso à primeira divisão, onde foi visto pela última vez em 1992 – está em terceiro, lugar que dá acesso ao play-off de subida com o 16.º da I Liga. Será que Luís Tralhão, o treinador, consegue escolher entre Taça e promoção? “Ao longo da época, o nosso foco tem sido o campeonato. Chegando a esta fase tão avançada da prova, seria quase um crime dizer que não estamos focados na Taça. As pessoas de Torres Vedras não me iam perdoar uma resposta entre uma coisa ou outra”, disse o técnico.

Por seu lado, os minhotos têm uma missão bem diferente até ao final da época. Já com a manutenção garantida na Liga 3, o Fafe pode concentrar todos os seus esforços na Taça, onde tem sido a grande sensação. Esse estatuto de “tomba-gigantes” não é o suficiente para o técnico Mário Ferreira se considerar favorito: “Há um favorito, e esse é o Torreense. Temos de ser sérios e honestos. Estamos num nível inferior, apesar do crescimento da Liga 3. Dentro das nossas possibilidades, vamos seguir o nosso plano estratégico. A responsabilidade está do lado da equipa da II Liga, que luta pela subida.”

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