Setenta anos depois, o Torreense volta a disputar a final da Taça de Portugal, depois de ter triunfado em casa sobre o Fafe por 2-0 no jogo da segunda mão das meias-finais. Golos de David Bruno e Stopira, já perto do fim, garantiram a presença da equipa do Oeste no Jamor frente ao Sporting, igualando o feito de 1956 – na altura, perdeu essa final com o FC Porto. É o regresso de uma equipa de escalões secundários à final da Taça, algo que já não acontecia desde 2010 (com o Desportivo de Chaves).
O feito da equipa de Torres Vedras foi às custas de uma formação minhota da Liga 3 que não conseguiu repetir no Manuel Marques as proezas alcançadas nas eliminatórias anteriores – afastou três equipas da I Liga, Moreirense, Arouca e Sp. Braga. Se não é inédito uma equipa de segundo escalão chegar à final da Taça, o Torreense pode tornar-se na primeira equipa fora da primeira divisão a consegui-lo na final a 24 de Maio, no Estádio Nacional.
Se havia uma diferença de escalão entre as duas equipas, isso não se percebeu no relvado do Manuel Marques. O Torreense podia ter a sua dose de favoritismo, por jogar em casa e por ser de uma divisão superior com ambições a subir, mas não conseguiu manifestar essa superioridade durante a primeira parte. É verdade que a equipa de Luís Tralhão tentou assumir esse estatuto, mas bateu de frente com a excelente organização da formação minhota.
O primeiro sinal de perigo veio da equipa da casa, com Danny Jean a investir no ataque pela esquerda – o avançado haitiano, que é candidato a estar no próximo Mundial, foi desarmado antes de conseguir o remate. Não foi uma oportunidade clara de golo, ao contrário da que se verificou aos 25’, em que Leandro Teixeira, um central, quase fez o primeiro para o Fafe – falhou um remate em posição frontal, depois de uma bola que veio da direita.
Só nos últimos minutos da primeira parte é que o jogo voltou a animar junto da baliza dos minhotos. Quintero teve um bom remate que falhou por pouco a baliza do Fafe, e Zohi, aos 46’, perdeu tempo de remate e deixou-se antecipar. Na sequência da jogada, João Santos tentou chegar a uma bola longa no último terço, mas foi derrubado por Stopira. O Fafe pediu vermelho para o central cabo-verdiano, mas o árbitro ficou-se (e bem) pelo amarelo – não era uma situação clara de golo.
Veio a segunda parte e quase só deu Torreense. Aqui, já se notava a diferença de escalão. O Fafe estava em modo contenção, provocando inclusive várias paragens de jogo, mas o marcador continuou sem funcionar. Avancemos até aos 84’, uma bola na área do Fafe que o guardião Tiago Martins não conseguiu desfazer perante a ameaça de Zohi, o Torreense conseguiu reciclar o ataque e a bola ficou à mercê de David Bruno e o experiente lateral não teve medo de ser feliz. Remate cruzado, bola dentro da baliza e festa total.
Estava garantida uma noite de Carnaval fora de época na cidade que se orgulha de ter o Carnaval mais português de Portugal.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com





