Trump deixa China depois de conversas “muito bem-sucedidas” com Xi

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Foram três dias de uma “visita histórica” e conversas “muito bem-sucedidas”, de acordo com o Presidente norte-americano, Donald Trump, que deixou a China esta sexta-feira, depois de uma reunião muito antecipada com o seu “velho amigo”, Xi Jinping, para o qual só tem elogios.

Da parte de Xi, a descrição de uma visita “histórica e marcante”, em que os dois líderes conseguiram estabelecer um “novo rumo para uma relação construtiva e estável”. “Trump quer fazer a América grande novamente e eu estou empenhado em liderar o povo chinês, concretizando o grande rejuvenescimento da nação chinesa”, disse, citado pela imprensa local.

Longe vão os tempos em que os dois se desentendiam devido a taxas aduaneiras ou comércio – ou pelo menos é isso que parece. Esta sexta-feira, o terceiro e derradeiro dia de visita norte-americana à China, o clima foi de sintonia. Trump visitou o complexo de Zhongnanhai, sede oficial do Governo chinês (ou o equivalente à sua Casa Branca), um lugar onde muito poucos no mundo se podem gabar de ter estado. Trump até perguntou a Xi se costumava “trazer outros líderes” ali; o Presidente chinês respondeu-lhe que Vladimir Putin, líder russo, já tinha estado lá (Putin deverá visitar a China na próxima semana).

Depois da visita – onde Trump elogiou as rosas chinesas, que pediu que enviassem para os EUA —, os dois líderes tiveram um almoço de trabalho. Daí, o Presidente norte-americano seguiu directamente para o aeroporto, de regresso a Washington, pondo fim a uma cimeira que, nos primeiros dias, foi dominada pelo tópico Taiwan, que Xi já tinha descrito como o “mais importante nas relações entre a China e os EUA”.

O terceiro dia foi, no entanto, dedicado a outros assuntos. Numa conferência de imprensa conjunta, os dois revelaram ter falado sobre comércio, Irão e “uma data de outras coisas”. Sobre o primeiro ponto, as “conversas foram muito melhores do que a primeira vez”, avaliou Trump.

Sabe-se que a China se comprometeu a comprar produtos agrícolas, petróleo norte-americano e 200 aviões Boeing, de acordo com o que disse Donald Trump numa entrevista à Fox News, emitida na madrugada desta sexta-feira. Sabe-se, ainda, que a empresa norte-americana Nvidia vai vender chips de última geração a empresas chinesas – entre elas, gigantes como a Alibaba ou a ByteDance —, pondo fim a um antigo ponto de discórdia entre as duas nações.

A grande comitiva empresarial que Trump levou a Pequim, que inclui Elon Musk, Tim Cook (CEO cessante da Apple) ou Jensen Huang (fundador da Nvidia), entre outros, terá estado encarregada de “fazer acordos” e “criar postos de trabalho”, confirmou o Presidente norte-americano à Fox. “A China vai investir centenas de milhares de dólares nessas pessoas.”

Sobre o Irão, os dois pareceram estar na mesma página: “Sentimos o mesmo, não é verdade? Queremos que isto termine. Não queremos que tenham armas nucleares. Queremos que o estreito de Ormuz esteja aberto”, resumiu Trump durante a visita a Zhongnanhai.

Xi terá prometido que “não ia dar qualquer equipamento militar” ao Irão, “uma grande afirmação”, revelou na entrevista à Fox News. Para a China, o ponto principal é mesmo Ormuz, uma vez que “compram muito petróleo ali e queriam continuar a fazê-lo”, afirmou o líder norte-americano. Precisamente por causa disso espera contar com a China para desatar o nó que criou no Médio Oriente: “Quem compra tanto petróleo ali tem obviamente qualquer tipo de relação com eles, mas Xi disse-me: ‘Adorava ajudar, se puder ser de qualquer ajuda’. Ele quer que o estreito esteja aberto.”

Trump também referiu a possível visita de Xi, uma “pessoa muito calorosa” e “sem jogos”, aos EUA, em Setembro. “Esta visita vai ser recíproca”, afirmou o líder norte-americano. “Se tudo correr bem, vai sair com boa impressão, tal como estou muito impressionado com a China.”​

Do lado chinês, Xi afirmou que se chegou a uma “nova relação bilateral”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado, confirmou que se chegaram a “novos consensos”, depois de os dois líderes terem partilhado “as suas visões aprofundadas sobre questões importantes que afectam os dois países e o mundo” – sem referir quaisquer tópicos em específico. Por outro lado, repetiu o pedido de se terminar com a guerra no Irão, que “nunca devia ter começado” e que “não tem razão nenhuma para continuar”.

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