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Imagine dormir em um silo em Mairinque, em um hotel a 40 minutos de São Paulo inspirado na arquitetura colonial de Minas Gerais e cercado por 180 mil metros quadrados de Mata Atlântica? Ou, quem sabe, cruzar o Maranhão, de São Luís ao município de Atins, em uma viagem de barco com os Lençóis Maranhenses como paisagem em um hotel encravado em uma vila de pescadores? Ou, ainda, a autenticidade de uma hospedagem com pé na areia na praia de Águas Belas, perto de Fortaleza, no Ceará, com casas que refletem a riqueza do artesanato local e onde se serve peixe fresquinhos trazido pelos pescadores.
Essas são algumas das experiências que fazem parte do guia da Associação Roteiros de Chame, que surgiu logo após a realização da Eco 92 e reúne 72 hotéis e pousadas em 17 estados brasileiros e 56 destinos, com cenários que vão da praia à montanha e apostam alto na sustentabilidade, em um diálogo sintonizado com as comunidades locais. O objetivo, agora, é conquistar o mercado europeu e, especialmente, o português, que, no ano passado, bateu recorde de visitas ao Brasil.
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A associação aposta em tendências que incluem o slow travel, com foco no equilíbrio e na reconexão, autenticidade, com ênfase nas particularidades dos destinos que carregam a diversidade cultural e histórica do Brasil, o turismo de natureza e os cuidados com saúde e bem-estar, que passam pela gastronomia.
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Impacto econômico
De acordo com a diretora da associação, Monica Borobia, o trabalho tem foco em pequenos e médios hotéis independentes, com DNA na qualidade de experiência, interatividade com as comunidades locais e o bem-estar. “O Brasil é um país extremamente rico em biodiversidade. Nós temos biomas incríveis, como o Pantanal, a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado, e trabalhar essa diversidade com responsabilidade é uma das nossas metas”, diz.
A ideia é oferecer aos turistas uma experiência que reúna elementos como descanso, equilíbrio e reconexão, com atenção especial à autenticidade e à sustentabilidade. “Nossos hotéis vão muito além do cuidado das suas propriedades. Eles têm um papel importante no desenvolvimento desses destinos como potencial econômico, sem que haja uma deteoriação do entorno e que o impacto do turismo seja o mais positivo possível”, completa.
No campo da sustentabilidade, a atenção é à economia circular, com geração de menos resíduos e poluição, mais regeneração e preservação dos recursos naturais, aliado ao turismo que faz mais do que conectar pessoas e lugares.
Para a portuguesa Natália Sampaio, que representa a empresa de turismo de experiência Del Bianco, com sede no Brasil, há um grande potencial ainda pouco explorado no Brasil, que merece atenção especial.
“Há um interesse cada vez maior dos portugueses e dos europeus, de uma maneira geral, que buscam experiências de contato com a natureza, com uma gastronomia diferente e novas emoções”, diz a agente, que voltou encantada com a experiência que teve no município de Atins, que faz parte dos Lençóis Maranhenses. “Outro ponto importante é o aumento dos voos da Europa para o Brasil, como é o caso da nova rota da TAP para São Luís, no Maranhão, que começa em outubro”,diz.
Evento
Para promover os chamados hotéis de charme, o Visit Brasil Office, escritório da Embratur em Lisboa, abriu as portas para receber profissionais do trade turístico de Portugal na sede da entidade em Lisboa. A ideia é dar visibilidade ao trabalho que vem sendo realizado pela Associação Roteiros de Charme.
Segundo a gerente de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos do escritório Visit Brasil Europa, Lilás Nascimento, a cooperação técnica com a Associação Roteiros de Charme está alinhada à estratégia de diversificação da oferta turística do Brasil.
“O turismo internacional busca cada vez mais autenticidade e destinos desconhecidos do grande público. São destinos e propriedades únicas, engajadas com a sustentabilidade. É um Brasil que precisa de visibilidade. É dar a conhecer cada vez mais o nosso borogodó, que vai desde a caipirinha e a roda de samba a destinos ainda pouco explorados e que merecem ser descobertos”, diz Lilás.
Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, o evento responde a uma tendência clara do consumo do turismo brasileiro em Portugal e na Europa. “Queremos qualificar o trade português e mostrar a curadoria de hotéis que une sustentabilidade, luxo autêntico e hospitalidade. Essa ação também responde à crescente demanda europeia por experiências que demonstram compromisso sócio-ambiental e consolidam o Brasil como referência no turismo sustentável e de excelência”, finaliza.
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