Quando Sónia Rosa se estreou na docência, há pouco mais de vinte anos, os adolescentes eram “completamente diferentes”. Com alegrias, angústias e medos, decerto com a sua particular ânsia de viver, que a idade é íman para isso, mas com ferramentas e capacidades que lhe parecem ter-se perdido. Nos alunos de hoje, viciados num quotidiano medido a likes, detecta uma “permanente necessidade de aprovação dos outros” e uma “preocupante incapacidade de sociabilizar cara a cara”. Se a professora de inglês pedir a um deles para dar qualquer recado a um colega ausente, o mais certo é vê-lo pegar no telemóvel e escrever uma mensagem, muitas vezes com abreviaturas que só eles descodificam. “Porque é que não ligas ao teu amigo?”, questiona-os, em jeito de desafio. O rosto deles mistura vergonha e incómodo. “Isso é estranho, professora…”
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