Há aquele curto poema de Adília Lopes, bem longe de ser a melhor coisa que nos deixou, mas um hit pronto a converter em magneto de frigorífico, sobre as “boas pessoas”, e como só elas importam. Lembramo-nos dele a ver este filme colombiano, porque esse é o seu trajecto: começa por parecer interessado nos “bons poetas”, mas vai desviando a agulha até querer ficar só, fundamentalmente, com as “boas pessoas”, e com uma personagem em quem o desejo de ser “boa pessoa” acaba por se sobrepor ao desejo de ser “bom poeta”.
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