Vasco Vilaça repete triunfo em Itália e lidera Mundial de triatlo

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O triatleta português Vasco Vilaça conquistou, neste sábado, a sua segunda vitória em etapas do Mundial de triatlo 2026, na cidade italiana de Alghero, assumindo a liderança da competição.

Após três provas das nove provas – a primeira, nos Emirados Árabes Unidos foi adiada devido ao conflito no Médio Oriente -, Vilaça, quinto em Paris2024, comanda o Mundial com 2.000 pontos, mais 150 do que o brasileiro Miguel Hidalgo, segundo classificado na etapa da Sardenha.

“É o melhor ano de sempre para mim. Além de estar muito feliz, é uma confiança enorme para esta qualificação olímpica e para o Campeonato do Mundo. Estamos no primeiro terço, são quatro as provas em que preciso de pontuar para a finalíssima e, neste momento, já tenho dois primeiros lugares. Estou numa boa posição, muito confiante”, vincou.

Vilaça tinha chegado pela primeira vez à vitória em Samarcanda, há cerca de um mês, após uma dezena de pódios em etapas do Mundial, que já concluiu no segundo lugar, em 2021, numa edição reduzida a uma prova devido à pandemia de covid-19, e em terceiro, no ano passado.

Em declarações à Lusa, o triatleta do Benfica assumiu que os dois triunfos noutras tantas provas em que participou – que lhe garantem a liderança do Mundial e da qualificação olímpica – são o melhor pecúlio que poderia ter, numa alegria reforçada pelo facto de os amigos e irmãos Ricardo Batista e João Nuno Batista terem igualmente brilhado em Alghero, na Sardenha.

“Mais do que isso, também estou muito feliz por toda a equipa de Portugal. Hoje, pela primeira vez na história, tivemos dois triatletas num pódio de uma etapa do Mundial”, congratulou-se o atleta natural da Amadora, depois do terceiro lugar de Ricardo Batista, o seu primeiro pódio em etapas da competição.

Após o êxito em Samarcanda, Vilaça fugiu, neste sábado, no último quilómetro do segmento de corrida para se impor em 1h45min16s, superando o brasileiro Miguel Hidalgo, segundo, por 19 segundos, e Ricardo Batista, sexto em Paris2024, por 29 segundos – João Nuno Batista foi sétimo, a 37 segundos.

Vilaça não tem “segredos” para explicar o seu início de época avassalador: “São simplesmente muitos anos de treino e de experiência competitiva que, finalmente, depois de 10 ou 11 medalhas em etapas do Campeonato do Mundo, começam a encontrar o caminho para a vitória. Não é um segredo, mas trabalho durante muitos anos e que finalmente dá resultado”.

Agora, vai voltar a Girona, em Espanha, onde trabalha com o seu grupo de treino, preparando-se para a quarta etapa, a ser disputada em Quiberon, em França, entre 20 e 21 de Junho.

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