Zelensky anuncia trégua para 6 de Maio e deixa prorrogação do lado de Moscovo

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta segunda-feira uma trégua para 6 de Maio, deixando do lado de Moscovo a possibilidade de prorrogação, uma vez que o Kremlin deseja a cessação das hostilidades nos dias 8 e 9 de Maio.

“Até à data, não houve qualquer pedido oficial dirigido à Ucrânia relativamente ao formato da cessação das hostilidades que estão a ser discutidas nas redes sociais russas”, frisou Zelensky, numa mensagem publicada na rede social X. “Nesse sentido, anunciamos um regime de cessar-fogo a partir das 0h da noite de 5 para 6 de Maio.”

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, também nesta segunda-feira, um cessar-fogo unilateral na Ucrânia na sexta-feira e no sábado, por ocasião das comemorações da vitória soviética sobre a Alemanha nazi em 1945.

Volodymyr Zelensky respondeu, considerando que “é hora de a liderança russa tomar medidas concretas para pôr fim à guerra, especialmente tendo em conta que o Ministério da Defesa russo acredita não poder realizar um desfile em Moscovo sem a cooperação da Ucrânia”.

Moscovo manifestou a esperança de que Kiev seguisse o exemplo e respeitasse a cessação das hostilidades na sexta-feira e no sábado, dia em que está previsto realizar-se um desfile militar na Praça Vermelha. E o Ministério da Defesa alertou que, se a Ucrânia tentar travar a comemoração, “as Forças Armadas russas irão lançar, como retaliação, um ataque de larga escala com mísseis contra o centro de Kiev”.

Zelensky já tinha declarado na cimeira da Comunidade Política Europeia (CPE) que a Rússia temia um ataque com drones no dia do desfile militar na Praça Vermelha, em Moscovo. “A Rússia anunciou um desfile em Moscovo no dia 9 de Maio sem equipamento militar. Se isso acontecer, será a primeira vez em muitos, muitos anos. Não têm recursos para equipamento militar e temem que os drones sobrevoem a Praça Vermelha”, frisou.

O Presidente ucraniano fez estas declarações horas depois de um drone ucraniano ter embatido num edifício em Moscovo, a cerca de dez quilómetros do Kremlin, como confirmou o presidente da câmara da capital russa, Sergei Sobyanin.

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