Portugal jogou mal frente ao Congo, Ronaldo não fez a diferença e a imprensa internacional voltou uma vez mais a questionar a titularidade e os 90 minutos dados a CR7 por Roberto Martínez. Depois do empate a uma bola, os principais jornais abordaram a prestação do internacional português e jogador do Al-Nassr. Ronaldo está a mais na selecção?
O The Independent, um dos principais jornais do Reino Unido, diz que Ronaldo foi “uma estátua”, considerando que Portugal está “a sacrificar outro Mundial” ao vergar-se “ao ego de Cristiano Ronaldo”.
“Ronaldo arrastou-se em campo durante todo o jogo. Em certo sentido, há uma lógica nisso: por que retirar um jogador com um recorde de 143 golos pela selecção e perto de 1000 golos no futebol profissional quando a sua equipa precisava de marcar? Movimentou-se tão pouco que nem mesmo um homem na casa dos quarenta anos podia estar exausto”, pode ler-se no The Independent.
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Já o diário espanhol El País diz que Portugal foi “um funil que foi dar a Cristiano”, algo que fez parar toda a equipa. Num texto assinado por Diego Torres, um dos mais conceituados jornalistas desportivos em Espanha, o meio-campo português, um dos melhores do mundo, fez um jogo “antinatura”, ao preocuparam-se com fazer chegar bolas a Cristiano Ronaldo. Como exemplo, Diego Torres aponta Vitinha: “um general” no Paris Saint-Germain, um “boticário adormecido” na selecção.
Depois de Inglaterra e Espanha, olhemos agora para os Estados Unidos. No The Athletic, publicação desportiva pertencente ao The New York Times, Ronaldo é descrito como “uma sombra do futebolista de outros tempos”. Mas, no caso desta publicação, a culpa não é do jogador, mas sim das pessoas que não lhe mostram a suposta realidade: Ronaldo já não é o que era.
“Se durante tempo suficiente te permitissem fazer algo e te dissessem que ainda o conseguias fazer, apesar de as evidências mostrarem claramente que já não consegues, provavelmente também continuarias a tentar fazê-lo. Se fosses constantemente escolhido por um treinador que ignora o óbvio, poderás pensar que ainda consegues”, prossegue o texto.
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Em França, o L’Equipe diz que Ronaldo foi “uma caricatura de si próprio”. Em Itália, outros dos países em que Ronaldo já jogou, o Gazzetta dello Sport aponta-o como o principal problema da selecção nacional frente ao Congo.
A selecção nacional ocupa actualmente o terceiro lugar do grupo K, depois do empate a uma bola frente ao Congo desta quarta-feira. A Colômbia é a líder do grupo, depois da vitória por 3-1 frente ao Uzbequistão. A selecção das “quinas” volta a entrar em campo na próxima terça-feira, dia 23 de Junho, pelas 18h. Defrontará o Uzbequistão, o “lanterna vermelha” do grupo.
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