Ganhar, perder ou empatar

0
2

Um padre jesuíta que entrevistei em tempos contou-me que os primeiros missionários a tentar ensinar as regras do futebol a crianças de uma missão no Pacífico depararam-se com um problema inesperado: as crianças achavam que o jogo terminava assim que as duas equipas empatassem. Não por desistência, não por falta de interesse, mas porque o equilíbrio lhes parecia a conclusão natural e justa. E havia, sem que elas o soubessem, uma sabedoria etimológica a dar-lhes razão: empatar guarda na raiz a ideia de pacto, prima da palavra “paz”: nasce da expressão far patta, fazer as pazes – ficar quites, sem vencidos nem vencedores. O empate é, na origem da própria palavra, um acordo. É o vencedor que vem quebrá-lo. Que sentido tinha continuar a jogar depois de feitas as pazes?

Os leitores são a força e a vida do jornal

O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com