A Associação 25 de Abril garante que não foi consultada sobre a hipótese de o Centro Interpretativo da Revolução dos Cravos ser localizado na Pontinha, criticando-a, e espera que o Presidente da República consiga resolver o impasse.
Em comunicado, assinado pelo coronel Vasco Lourenço, a associação escreve que a hipótese de localizar o Centro Interpretativo do 25 de Abril de 1974 na Pontinha, concelho de Odivelas, onde se encontra o edifício do posto de comando do Movimento das Forças Armadas, “nunca foi abordada” com esta entidade.
“Como comentário irónico, diremos apenas que, dadas as características das Forças que ocupam o Quartel da Pontinha, o Governo se mantém coerente com as atitudes que vem protagonizando: não podendo apagar a História do 25 de Abril, há que colocá-lo numa prisão…”, acrescentam.
Em causa está o impasse na criação de um centro interpretativo alusivo à Revolução dos Cravos, no âmbito do cinquentenário da data. Na sexta-feira, o semanário Expresso noticiou que este processo está bloqueado, porque o Governo não cedeu o espaço previsto para a sua instalação — denúncia que tinha sido feita em Setembro do ano passado por Vasco Lourenço.
À Lusa, fonte oficial do Governo disse manter “a abertura” para encontrar soluções para o centro depois de considerar inviável instalá-lo no edifício inicialmente previsto — as instalações do Ministério da Administração Interna (MAI), no Terreiro do Paço, em Lisboa.
Segundo a mesma fonte, “no diálogo com as entidades envolvidas foram sugeridas alternativas de localização, designadamente o aproveitamento alargado de outro dos espaços mais simbólicos neste domínio, localizado na Pontinha”.
O tema, de acordo com Vasco Lourenço, já foi apresentado ao Presidente da República, António José Seguro, tal como já tinha sido ao anterior, Marcelo Rebelo de Sousa.
No comunicado, a associação afirma que não deixará de se bater “pela implementação de um Centro Interpretativo do 25 de Abril, em local compatível com o anteriormente previsto, onde as actuais e futuras gerações possam conhecer um dos acontecimentos mais relevantes na nossa História” e diz confiar em António José Seguro.
“Confiamos que o actual Presidente da República consiga impor este nosso desejo, ultrapassando os obstáculos que o seu antecessor, apesar da sua vontade, não conseguiu ultrapassar”, lê-se na nota.
A Associação 25 de Abril salienta que, apesar de o protocolo para a criação do centro interpretativo nas instalações do MAI não ter sido assinado por este executivo, mas por um dos governos de António Costa, tal compromisso “implica a responsabilização do Estado”.
Afirma ainda que, “sem apresentar quaisquer justificações, o Governo decidiu anular esse protocolo, limitando-se a informar já não estarem disponíveis as instalações previstas”.
“Em alternativa, o Governo — não por escrito mas sim pessoalmente, através do Ministro Leitão Amaro — sugeria parte do espaço ocupado pelo Ministério da Agricultura, acrescentando que isso só seria possível a partir de 2027, sugerindo que, em alternativa, poderíamos apresentar outra solução”, é acrescentado no comunicado.
Segundo fonte oficial do Governo adiantou à Lusa, “não está neste momento prevista esta utilização para a área do Terreiro do Paço ocupada pelos serviços do Ministério da Agricultura”.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com





