Carneiro anuncia apresentação de carta de compromisso sobre ensino profissional

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O secretário-geral do PS vai apresentar uma carta de compromisso sobre o ensino profissional para o colocar “no centro da prioridade política da agenda do país”, defendendo alterações no modelo de financiamento destas instituições.

“Estamos a trabalhar para no fim deste percurso, deste roteiro pelo Ensino e Formação Profissional, podermos apresentar um conjunto de propostas que se vai articular como uma visão global para a nossa economia, para a competitividade e para o crescimento da nossa economia”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro no final de mais uma visita, desta vez em Lisboa, depois de, nos últimos dias, ter visitado vários estabelecimentos de ensino profissional.

O líder do PS indicou que no final do périplo pelo país fará “uma carta de compromisso em relação à área do ensino profissional”, que vai inscrever-se numa “orientação mais global para a economia do país”.

Segundo Carneiro, é muito importante acabar com os actuais “atrasos nas transferências orçamentais e financeiras para as escolas profissionais”, um financiamento com recurso ao Fundo Social Europeu. “Tem de haver uma alteração do modelo e da estrutura de financiamento das escolas profissionais. Essa será uma das nossas linhas de trabalho.”

O secretário-geral do PS quer que sejam garantidos ciclos de financiamento do ensino profissional que não estejam exclusivamente dependentes dos fundos europeus e que passem a integrar o Orçamento do Estado. “E é essa alteração estrutural que tem de ser feita. Como é que se faz essa alteração? Faz-se com uma decisão política e é essa a nossa prioridade. Queremos colocar o ensino profissional no centro da prioridade política da agenda do país.”

Quanto aos centros tecnológicos, o líder do PS disse que foi com o Governo socialista “que se avançou para a criação de mais de 380 centros”, financiados pelo Plano de Recuperação e de Resiliência (PRR).

“Agora é preciso dar seguimento a estes investimentos que foram realizados pela nossa parte”, disse, considerando que é preciso actualizar o catálogo nacional de qualificações, um “trabalho que foi desenvolvido pelo ministro do PS João Costa”.

Para Carneiro, “há um trabalho de dimensão vocacional” que está “insuficientemente desenvolvido”. “Temos que conseguir ultrapassar uma barreira psicológica de preconceito nas famílias sobre o ensino profissional”, afirmou. “É uma barreira que nós temos que ser capazes de vencer e se formos capazes de vencer nós estaremos então a construir um país mais de maiores oportunidades para todos”, concluiu.

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