“Não sei quando vou receber.” “Boa tarde, mas não temos cromos do Mundial.” “Já pusemos um letreiro na porta, vieram ontem, mas já acabaram.” Se ouviste alguma destas frases nos últimos tempos, em tabacarias ou bombas de gasolina, é provável que tenhas sido apanhado pela febre da caderneta oficial do Mundial 2026. O fenómeno repete-se de quatro em quatro anos, mas desta vez parece mais intenso e transbordou dos recreios da escola para os escritórios, grupos do Facebook, cafés e conversas de amigos. Há adultos a percorrer várias tabacarias e papelarias por dia, colegas de trabalho a organizar trocas e saquetas a esgotar em poucas horas, de Norte a Sul do país.
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