Empreiteiro admite custos milionários do salão de baile da Casa Branca para os contribuintes

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Não ia custar um cêntimo aos contribuintes norte-americanos, garantia em Março o Presidente Donald Trump, mas a Casa Branca já admite que a construção de um salão de baile e de um bunker onde foi demolida a Ala Este da sede da presidência poderá exigir mais de 300 milhões de dólares (258 milhões de euros) ao erário público.

O Washington Post revelou nesta terça-feira que um orçamento apresentado pelo empreiteiro ao Governo norte-americano estima em 600 milhões de dólares o custo total da obra, um preço superior aos 200 milhões de euros inicialmente apontados, e aos 400 milhões indicados depois, e que mais de metade da factura será efectivamente suportada pelos contribuintes.

Trump, recorde-se, tinha garantido que a totalidade do projecto seria paga com donativos de empresários “patriotas”. O Post noticia agora que o Governo já fez mais de uma dezena de transferências para a Clark Construction, a empresa empreiteira, utilizando fundos públicos.

Confrontada com a notícia, a Casa Branca volta a alegar, em comunicado, que “o Presidente Trump e generosos patriotas americanos estão a financiar o salão de baile”.

No início do mês, a bancada republicana no Senado deixou cair uma proposta de lei pedida pela Administração Trump que destinaria mil milhões de dólares ao reforço da segurança na Casa Branca, uma verba que incluiria centenas de milhões para o salão de baile desejado pelo Presidente.

Uma sondagem do Post e da ABC News conduzida em Abril sublinhava a oposição do eleitorado ao projecto de Trump para a Casa Branca: 56% dos inquiridos reprovavam a empreitada e apenas 28% a apoiavam. Entre o eleitorado republicano, cerca de dois terços apoiam a ideia de um novo salão de baile.

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