ERC chama TVI a pronunciar-se sobre queixas relativas a Cristina Ferreira

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A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) notificou a TVI para se pronunciar sobre o teor das participações recebidas relativamente às declarações da apresentadora Cristina Ferreira, confirmou à Lusa fonte oficial.

Até ao momento, o regulador dos media recebeu “4400 participações de cidadãos e de movimentos contra a TVI, a propósito de declarações proferidas pela apresentadora Cristina Ferreira, na edição de 14 de Abril de 2026 do programa Dois às 10”.

Estas queixas, de acordo com a ERC, “referem-se à alegada violação dos deveres legais e éticos aplicáveis aos operadores televisivos, nomeadamente no que respeita à protecção da dignidade humana, ao respeito pela ética de antena, ao tratamento responsável da informação e à prevenção de discursos que reproduzam estereótipos de género”.

“Informa-se que até à presente data não deu entrada qualquer queixa formal apresentada pelos pais da vítima” e que “o regulador já notificou o operador TVI para se pronunciar quanto ao teor das participações recebidas”, rematou fonte oficial da ERC.

A directora de entretenimento e ficção da estação de Queluz, Cristina Ferreira, deu na semana passada uma entrevista ao Jornal Nacional da TVI, conduzida por José Alberto Carvalho, em que procurou contextualizar as declarações relativas ao caso que está em julgamento, lamentando o sucedido, mas sem pedir desculpas. “Lamento, porque se tivesse escrito ou pensado podia ter escolhido outra formulação da pergunta”, declarou.

Em causa estão as declarações de Cristina Ferreira sobre o caso dos quatro influencers acusados de, em 2025, terem violado uma adolescente de 16 anos e filmado os actos sexuais, em Loures, que começaram a ser julgados à porta fechada a 13 de Abril.

“Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: ‘Não quero mais’”, questionou então a apresentadora no programa da TVI.

Na sequência das queixas, a TVI emitiu um comunicado em que rejeitava as acusações de banalização de um caso de violação, afirmando que a pergunta colocada por Cristina Ferreira foi descontextualizada e alvo de “manipulação grosseira”.

“A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão da banalização do crime”, referiu a TVI, que criticou ainda a propagação de acusações nas redes sociais, que considera serem feitas de forma “gratuita e leviana”.

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