Francisco Mota Saraiva é o convidado do próximo Encontro de Leituras, que acontece no dia 9 de Junho, terça-feira, às 22h de Portugal (18h do Brasil), na plataforma Zoom.
O escritor português conversará sobre Morramos ao Menos no Porto, romance vencedor do Prémio José Saramago em 2024. Publicado em Portugal pela Quetzal em Março de 2025, saiu no Brasil pela Biblioteca Azul. A sessão do clube de leitura do PÚBLICO e da revista brasileira Quatro Cinco Um é aberta a todos e pode ser acedida através da ID 842 8191 4937 e da senha 835758. Aqui fica o link.
Nascido em Coimbra em 1988, mas a viver em Lisboa, Francisco Mota Saraiva foi buscar o título deste romance a uma frase das Cartas a Lucílio, de Séneca, explicou no seu discurso de agradecimento quando recebeu o prémio Saramago: “Se vivemos no meio das vagas, morramos ao menos no porto.”
Este é o segundo romance do também jurista e consultor que em 2021 recebeu uma bolsa de criação literária da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e em 2023 beneficiou de uma residência literária na Fundação Eça de Queiroz.
Com o romance anterior, Aqui onde Canto e Ardo (Gradiva, 2024), saga de uma família portuguesa do início do século XX dividida por três continentes, já tinha vencido, em 2023, o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís.
Na verdade a ordem de publicação dos seus romances e da sua chegada às livrarias portuguesas é inversa à da escrita. Morramos ao Menos no Porto foi o primeiro que escreveu.
Um livro que nasceu da observação dos detalhes de uma casa onde o escritor viveu, uma daquelas casas antigas onde ao pisar o soalho soam barulhos associados aos mortos, como contou numa entrevista ao PÚBLICO no ano passado.
Em Morramos ao Menos no Porto “há sempre algo que é deixado para o leitor, para o trabalho de construção e descoberta que é o exercício activo de leitura”, apontou no Ípsilon o crítico José Riço Direitinho, explicando que o romance é feito de um acumular de histórias com aquela que lhe vai servindo de tronco central: a de Silvina (o corpo defunto numa cadeira de baloiço). Há António, o seu viúvo, narrador e protagonista, a parteira que faz abortos, o sargento que se acha coronel, uma nau Catrineta que se afundou…
“Acho que de alguma forma podemos conceber [o romance] como uma espécie de tragédia nacional em que são convocados muitos dos temas que estão presentes na sociedade portuguesa actual. Mas essa nunca foi a minha intenção. Eram apenas temas que me eram próximos”, explicou na citada entrevista o escritor que não nega nesta obra a influência da escrita de António Lobo Antunes.
Isabel Coutinho, a jornalista responsável pelo site do PÚBLICO dedicado aos livros, o Leituras, e Paulo Werneck, director da revista Quatro Cinco Um, apresentam o Encontro de Leituras, no qual se discutem romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras.
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