Israel desembarca activistas de flotilha na Grécia. Há três portugueses entre os libertados

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O exército israelita fez desembarcar, nesta sexta-feira, 168 dos activistas que mantinha detidos desde que capturou parte da flotilha humanitária para Gaza. O desembarque deu-se na Grécia, avança o El País, um dia após a intervenção em águas internacionais. Dora Lemos, a mulher de Nuno Gomes, um dos activistas na flotilha da Global Sumud, confirmou nesta quinta-feira que os activistas estavam a ser encaminhados para a Grécia pelas forças israelitas.

A intercepção fez-se na noite de quarta-feira para quinta-feira e foi avançada pela organização da flotilha, que acusou Israel de “pirataria” pela abordagem às embarcações. A organização da flotilha tinha manifestado particular preocupação com o paradeiro de alguns barcos danificados por Israel e deixados à deriva.

“Depois de destruir motores e sistemas de navegação, as forças militares retiraram-se, deixando deliberadamente centenas de civis presos em embarcações avariadas e sem energia, no trajecto de uma enorme tempestade que se aproximava”, alertou a Global Sumud Flotilla. “Além disso, foram cortadas as comunicações com várias embarcações, impedindo-as de coordenar as suas acções ou de pedir ajuda.”

Uma publicação no site Portal Diplomático, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou ter tomado conhecimento, pela Embaixada de Portugal em Telavive, de que “pelo menos três cidadãos nacionais integravam a flotilha” de 58 navios que tentava romper o bloqueio israelita de Gaza. Dora Lemos, mulher de um dos activistas portugueses, denunciou a tortura israelita contra alguns dos membros da flotilha.

A relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, condenou a abordagem em águas internacionais, acusando Israel de “apartheid sem fronteiras”.

“Como é possível que Israel tenha permissão para atacar e apreender navios em águas internacionais mesmo em frente à Grécia, na Europa?”, questionou Albanese, numa mensagem publicada nas redes sociais.

“Para além do que se possa pensar sobre o apartheid em Israel e os seus líderes genocidas, isto devia abalar toda a Europa. É um apartheid sem fronteiras”, lamentou, referindo-se às abordagens que ocorreram em águas internacionais, a cerca de mil quilómetros da costa de Israel e da Faixa de Gaza.

Os activistas devem agora regressar aos respectivos países de origem, após a libertação israelita.

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