Jaime Faria não pára de ganhar em Roland-Garros

0
3

Pelo segundo ano consecutivo, Portugal tem dois representantes na terceira ronda do Torneio de Roland-Garros. Jaime Faria somou, nesta quinta-feira, a quinta vitória nos courts parisienses, depois de ter passado as três rondas do qualifying, e vai estrear-se nesta fase em torneios do Grand Slam, onde já está o repetente Nuno Borges. O tenista de 22 anos assinou mais uma exibição sólida diante do muito experiente Jan Lennard Struff e garantiu o regresso ao top 100 do ranking mundial.

Faria voltou a exibir a mesma solidez com que tinha ultrapassado a ronda inaugural, bem apoiado no serviço; ganhou 80% dos pontos sempre que colocou o primeiro serviço, cedeu somente dois breaks e aproveitou cinco dos 16 break-points de que dispôs. O tenista luso encerrou o confronto de duas horas e meia com menos winners, 34 (incluindo seis ases), mas menos de metade dos erros directos de Struff: 23 contra 50.

“Tentei manter o jogo duro desde o início, responder colocando muitas bolas dentro, consegui meter energia no serviço e ter inícios de jogada com competência. Ele foi perdendo energia no serviço e eu tirei proveito disso e também comecei a responder melhor, o que lhe causou muita pressão”, resumiu Faria, depois de vencer Struff (80.º no ranking), por 7-5, 7-6 (7/1) e 6-2, no court 12, cujas bancadas estiveram decoradas com várias bandeiras de Portugal.

O número dois português vai já em nove sets consecutivos ganhos, mas deverá encontrar mais dificuldades no sábado, quando defrontar Frances Tiafoe (22.º) que, no duelo entre dois ex-top 10, ultrapassou Hubert Hurkacz (99.º), ao fim de quatro horas e 43 minutos: 6-7 (5/7), 7-6 (7/5), 6-4, 6-7 (1/7) e 6-4. Mas seja qual for o desfecho, Faria, 115.º esta semana, tem garantido o regresso ao top 100.

“É a melhor campanha da minha carreira. Já são 120 pontos, nunca fiz tantos num só torneio e já ganhei muitos jogos e de muito bom nível, portanto estou muito feliz por atingir esse marco, era algo que tinha como alvo”, admitiu Faria.

Jannik Sinner caiu

A maior surpresa do torneio aconteceu no court Philippe Chatrier com a vitória de Juan Manuel Cerundolo (56.º) sobre o maior favorito ao triunfo em Paris, Jannik Sinner. O líder do ranking liderou até servir para fechar o encontro, a 6-3, 6-2, 5-1, mas a partir daí só conseguiu ganhar mais dois jogos, até o argentino sair vitorioso por 3-6, 2-6, 7-5, 6-1 e 6-1.

“Acordei esta manhã não me sentindo muito bem e tentei manter os pontos muito curtos. No início, estava a jogar muito bem, com muita precisão, e depois foi como batesse contra uma parede. Senti dificuldades, comecei a sentir-me muito tonto, com muito pouca energia. Tentei fechar o encontro com o serviço, mas não tinha muita energia. No quarto set, relaxei um pouco, tentando ter um pouco mais de energia no quinto. O primeiro jogo foi muito importante para mim, mas não consegui ganhar com o meu serviço. Depois, o meu desempenho caiu. Estava calor, mas não muito, estava bom para se jogar. Fui só eu, mas acontece”, explicou Sinner.

Juan Martin travou a série de 30 vitórias consecutivas do italiano e, pela primeira vez desde o final de 2023, haverá um campeão de um torneio do Grand Slam que não terá o apelido Sinner ou Alcaraz. “Claro que foi difícil para ele, estava a ganhar o encontro, eu não conseguia ganhar mais de que três jogos por set, por isso acho que tive um pouco de sorte. Sinto muito por ele, porque merece ganhar muitos Grand Slams e merecia ganhar este encontro”, reconheceu o argentino.

Como Francisco Cerundolo também ultrapassou a segunda eliminatória, está é a terceira vez que dois irmãos atingem simultaneamente a terceira ronda em Roland-Garros – imitando o feito dos norte-americanos Gene e Sandy Mayer, em 1979, e dos alemães Alexander e Mischa Zverev, em 2018.

Entretanto, as provas de pares ficaram sem representantes portugueses. Nuno Borges e chinês Zhizhen Zhang, perderam com os cabeças de série n.º 2, Harri Heliovaara e Henry Patten, com um duplo 6-3; Francisco Cabral e Joe Salisbury, cabeças de série n.º 8, foram eliminados pelos franceses Arthur Reymond e Luca Sanchez, por 6-4, 6-2; Cabral foi também afastado em pares mistos, onde fez equipa com a australiana Ellen Perez, pelos campeões em título, Sara Errani e Andrea Vavassori, por 6-2, 6-2.

Nesta sexta-feira, o duelo entre Nuno Borges (51.º) e Andrey Rublev (12.º) abre a jornada no court Suzanne Lenglen, o segundo mais importante na hierarquia de Roland-Garros.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com