Kanye West impedido de actuar no estádio do Basileia: menos uma data europeia

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A digressão europeia de Kanye West, ou Ye, continua a perder datas e começa, por esta altura, a tornar-se uma incógnita. O Basileia, uma das equipas mais tituladas do futebol suíço, anunciou à agência Reuters, no sábado, que decidiu rejeitar o pedido do rapper norte-americano para actuar, em Junho, no estádio do clube, o St. Jakob-Park.

“O Basileia recebeu um pedido e analisou-o. Todavia, decidimos não avançar com o projecto, uma vez que não podemos, de acordo com os nossos valores, dar uma plataforma ao artista em questão”, esclareceu fonte do clube.

O Basileia oficializou a sua decisão de não acolher o polémico rapper norte-americano, cujo historial de comentários anti-semitas e de apologia do nazismo está na base da onda de cancelamentos que agora enfrenta, um dia depois de ter sido cancelado, por “razões formais e legais”, o concerto de Kanye West a 19 de Junho no Estádio Śląski, na cidade de Chorzów, na Polónia.

A ministra da Cultura polaca, Marta Cienkowska, foi muito crítica do músico, dizendo que os seus actos passados de “promoção do nazismo” entram em “manifesta contradição com os valores da Polónia”. “Num país marcado pela história do Holocausto, não podemos fingir que isto é apenas entretenimento”, frisou.

Kanye West já vendeu t-shirts com suásticas e, no ano passado, editou uma canção chamada Heil Hitler. Mas estes são apenas alguns dos vários episódios que nos últimos anos converteram em persona non grata aquele que em tempos foi uma das figuras mais aclamadas do hip-hop contemporâneo. O rapper publicou em Janeiro um anúncio no Wall Street Journal no qual pedia desculpa pelos seus comportamentos, que, dizia, lhe destruíram a vida. No entanto, apontou a Euronews, “muitos questionaram o momento do pedido de desculpas”, considerando que poderá não ter passado de uma manobra para preparar o lançamento do seu 12.º álbum de estúdio, Bully, que viria a chegar em Março.

A actual digressão europeia começou a ficar tremida quando, a 7 de Abril, o Governo britânico decidiu proibir Kanye West de entrar no Reino Unido, justificando a decisão com as declarações anti-semitas proferidas pelo músico no passado. Há uma semana, o músico anunciou o adiamento, para data a definir, do seu concerto em Marselha, originalmente marcado para 11 de Junho. O presidente da Câmara de Marselha, Benoît Payan, sublinhara no final de Março que Ye não era bem-vindo na cidade.

Os concertos do músico na Turquia, nos Países Baixos, em Itália, em Espanha e em Portugal continuam agendados. O rapper, cuja última passagem por Portugal remonta a 2011, ano em que foi um dos principais nomes do festival Sudoeste, está escalado para actuar no Estádio do Algarve a 7 de Agosto.

O PÚBLICO tentou entrar em contacto com a promotora do concerto, a Guest (registada como Pátio das Vedetas), bem como com o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, não tendo ainda obtido resposta de nenhuma das entidades.

Há cerca de uma semana, em declarações prestadas ao Observador, o CEO da Guest, Josué Pires, afirmava não desejar cancelar o concerto. Mais recentemente, a Blitz contactou o Ministério da Administração Interna, tendo o gabinete do ministro Luís Neves referido que “está a acompanhar a situação”: “Se for feita alguma avaliação de risco pelas autoridades competentes que concluam que, de facto, a vinda e o concerto deste artista constituem um perigo ou uma ameaça a nível nacional, aí sim, terão de ser tomadas medidas em conformidade.”

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