“Na nova vida das terapias alternativas, junta-se o desespero com a vontade de vender”, publicado a 26 de Abril de 2026

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No artigo em questão, o jornalista João Pinhal classifica como “pseudociência” o trabalho desenvolvido com biofeedback de variabilidade da frequência cardíaca (HRV) e coerência cardíaca, recorrendo ainda a descrições jocosas sobre equipamentos cientificamente utilizados em contexto clínico, académico e tecnológico.

Importa esclarecer que a HRV não é uma crença, nem uma invenção comercial. Trata-se de um marcador fisiológico amplamente estudado em áreas como cardiologia, neurocardiologia, psicologia, neurociência e medicina do stress. Uma simples pesquisa nas bases científicas PubMed ou Google Scholar revela milhares de publicações científicas sobre HRV, coerência cardíaca e regulação do sistema nervoso autónomo.

Os sensores utilizados — descritos no artigo como uma “mola” — são dispositivos de biofeedback usados para medir alterações fisiológicas em tempo real, tecnologia semelhante à utilizada por múltiplas instituições de investigação e até empresas tecnológicas internacionais, incluindo dispositivos de monitorização cardíaca amplamente comercializados.

Questiona-se, por isso, como pode um jornal de referência classificar como “pseudociência” uma área com extensa literatura científica publicada, estudada por universidades e investigadores internacionais, incluindo trabalhos ligados a Harvard Medical School e ao HeartMath Institute.

Discordância científica é legítima. Desinformação e ridicularização pública de profissionais e tecnologias baseadas em investigação publicada não deveriam fazer parte do jornalismo sério.

Cláudio Conde, HeartMath Coach e Naturopata

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