A vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2023, Narges Mohammadi, foi internada num hospital iraniano após uma “deterioração catastrófica da sua saúde”, incluindo uma “crise cardíaca”, afirmou uma fundação dirigida pela sua família. O secretário do Comité Nobel Norueguês expressou preocupação na quinta-feira pelo facto de a saúde da activista iraniana dos direitos humanos estar a piorar, depois de esta ter sofrido um ataque cardíaco na prisão.
Mohammadi venceu o prémio enquanto estava detida pela sua campanha para promover os direitos das mulheres e abolir a pena de morte no Irão.
A activista “foi transferida de urgência para um hospital em Zanjan hoje, na sequência de uma deterioração catastrófica da sua saúde, incluindo dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca”, afirmou a Fundação Narges Mohammadi num comunicado no seu sítio Web, na sexta-feira. “Esta transferência foi efectuada como uma necessidade inevitável, depois de os médicos da prisão terem determinado que a sua condição não podia ser gerida no local, apesar das recomendações médicas existentes para que fosse tratada pela sua equipa especializada em Teerão.”
Mohammadi foi condenada a uma nova pena de prisão de sete anos e meio, informou a fundação em Fevereiro, semanas antes de os EUA e Israel lançarem a sua guerra contra o Irão. O comité Nobel apelou, na altura, a que Teerão a libertasse imediatamente.
A activista foi detida em Dezembro após denunciar a morte do advogado Khosrow Alikordi. O procurador Hasan Hematifar disse então aos jornalistas que Mohammadi fez observações provocatórias na cerimónia fúnebre de Alikordi, na cidade de Mashhad, no nordeste do país, e incentivou os presentes “a entoar slogans que quebram as normas” e a “perturbar a paz”.
Na manhã de sexta-feira, Mohammadi desmaiou após dias de tensão arterial alta e náuseas, informou a fundação. Após vários episódios de vómitos, perdeu os sentidos e foi transferida para a unidade médica da prisão para receber fluidos intravenosos de emergência.
A activista, que já foi submetida a três procedimentos de angioplastia, enfrenta uma ameaça “directa e imediata” ao seu direito à vida, afirmou a sua família. “Apelamos a que todas as acusações sejam retiradas imediatamente e que todas as sentenças impostas pelo seu trabalho pacífico em prol dos direitos humanos sejam incondicionalmente anuladas.”
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