Uma voz calma embala imagens em movimento das ruínas do antigo Lazareto de Porto Brandão. “Tanto tempo já passou, mas ainda me lembro dos caminhos”, ouve-se, enquanto se observam trilhos de terra ou o espaço interior escuro que já foi um asilo. E não só: ali foi um complexo ocupado por pessoas que vieram das antigas colónias, depois do 25 de Abril, e fizeram uma espécie de aldeia. Aqui foi onde o narrador, Milton Fernandes, viveu e teve de sair quando os habitantes foram realojados num bairro em Almada. “O fim do asilo foi muito triste”, escuta-se. “As pessoas não sabiam o que fazer.”
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